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Paixão por motos e camionetas

André Tomazela
| Tempo de leitura: 4 min

O capitão da PM e comandante da 1ª. Cia do 2º. Batalhão de Polícia Rodoviária, Augusto Francisco Cação, revela sua paixão por motos e carros grandes e robustosEle começou a dirigir em 1982, quando completou 18 anos e tirou a carteira de habilitação. Na época, ainda cursando a Academia de Polícia Militar Barro Branco (escola de formação de oficiais da PM), o jovem Augusto Francisco Cação adquiriu seu primeiro veículo: uma moto, paixão que o acompanha em toda a trajetória de vida. Uma Honda Turuna 125 (modelo lançado em 1978) foi o primeiro veículo que eu tive. Eu gosto muito de moto, é minha paixão, afirma. Hoje, em função da família composta pela esposa e pela filha de 8 anos, Cação prefere um carro para o transporte da família e também pela segurança que o veículo proporciona. O primeiro carro comprado por Cação foi uma camioneta D20 cabine dupla. Na ocasião, já tinha 10 anos de trabalho na Polícia Rodoviária. Na época, ele usava o veículo para ir para o trabalho, para o passeio e para viagens. Apesar da preferência atual por carros, Cação, não deixou sua grande paixão de lado. Eu ia sempre para o litoral usando ou a moto ou a camioneta, afirma. Com moto já chegou a fazer viagens longas, para o Rio de Janeiro e para o Estado do Paraná, sempre no período de férias. Segundo Cação, a tendência, depois que adquiriu a camioneta, era viajar com a camioneta e levar a moto na caçamba para passear no local de destino. Depois da camioneta cabine dupla, Cação teve uma cabine simples, um Verona, um Chevrolet Kadett e, atualmente, uma Blazer, veículo grande e robusto, que adquiriu pensando na família e, principalmente, na segurança da filha. É a maior preocupação hoje em dia, principalmente em viagens com a família. É necessário possuir um carro um pouco mais resistente, comenta.Cação não tem moto hoje, mas está prestes a adquirir uma Honda CG 125 Titan, através de um consórcio que já está pagando. Vai ser uma moto para deslocamento pessoal, para ir ao serviço, afirma.Como policial rodoviário, Cação é um dos policiais que poderá operar a Kawasaki Ninja 1000 no policiamento de trânsito em rodovias.Ninja confere mais agilidade nas ocorrências de trânsitoUma Kawasaki Ninja 1000, moto que estava apreendida na Receita Federal e foi doada à Polícia Rodoviária, vai auxiliar no trabalho do policiamento rodoviário. De acordo com o capitão PM e comandante da 1ª. Cia. do 2º. Batalhão de Polícia Rodoviária, Augusto Francisco Cação, 36 anos, a moto será muito útil para o policial ter mais agilidade, chegar mais rápido num acidente, no acompanhamento de um veículo roubado e no apoio numa ocorrência de assalto. É uma moto de mil cilindradas, ideal para o policiamento rodoviário, afirma. Segundo Cação, a Kawasaki é uma moto que tem uma boa estabilidade, e tem uma agilidade que permite ao policial maior rapidez na chegada a uma ocorrência de trânsito, prestação de apoio a uma vítima, numa interdição de pista ou numa sinalização. Recebida a cerca de um ano, a moto vai entrar em operação a partir do início do próximo ano em função de estar sendo recuperada e adaptada para a função. Nós tivemos que refazer a pintura e a recuperação de peças que são difíceis de ser encontradas por ser uma moto importada, afirma. A moto só está rodando graças ao apoio recebido de algumas empresas, como a Moto Arte, a Shimave, a Super Moto Honda, um mecânico do Geisel e a Simples América. Outro entrave que está sendo solucionado é a documentação da moto para que conste como patrimônio da Polícia Rodoviária. Nós temos alguns policiais que são habilitados e que foram treinados através de um curso fornecido pela Honda e que estarão pilotando a Kawasaki Ninja 1000 a partir do próximo ano, explica. A moto vai desenvolver os mesmos tipos de serviços de uma viatura grande, com a vantagem de possuir agilidade. Chegar ao local de um congestionamento em função de pista interditada, por exemplo, é tarefa impossível para uma viatura, mas plenamente possível para uma moto. A moto, além de ser mais rápida e ágil, passa por locais que um carro não consegue, auxiliando mais rapidamente numa ocorrência de trânsito, completa Cação. Veículo dos sonhos - Poderia ser uma camioneta F250 da Ford, que está muito bonita. A própria Blazer eu acho um carro muito bom. De modo geral, eu gosto de camioneta. Trânsito da cidade - No geral, está bom. Na época de chuvas, o problema de Bauru são os buracos. O que complica no trânsito da cidade é a região do centro que tem um acúmulo muito grande de veículos e a conseqüente falta de lugar para estacionar. Os motoristas são um pouco desatentos. A maioria dos acidentes, tanto no perímetro urbano quanto nas rodovias, ocorrem por imprudência dos motoristas. Perigosa - A moto é mais perigosa que o carro. Para dirigir moto é necessário que o condutor dobre a atenção que ele utiliza comumente num carro. Qualquer vacilo, não só da parte dele, qualquer falha que um outro motorista cometa que provoque uma brecada brusca, pode causar o tombamento da moto. O principal cuidado que deve ser tomado é não exceder o limite de velocidade. Andando numa velocidade moderada, fica mais fácil manter o equilíbrio no caso de uma reação frente a um possível acidente.

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