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Exportação pelo Ciesp cresceu 171%

Paulo Toledo
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O valor das guias de exportação emitidas pela regional de Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) registrou um crescimento de 171,75%, de janeiro a novembro deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado, saltando de US$ 7 milhões, em 1999, para US$ 19,03 milhões. Segundo José Luiz Miranda Simonelli, diretor regional do Ciesp, apesar de ser um número parcial, pois há outros caminhos para registro de exportações, os valores são considerados altamente positivos e têm uma tendência de alta.Durante este ano, os números de produtos industrializados exportados apurados pelo Ciesp foram superiores, em todos os meses, se comparados com os mesmos meses do ano passado, sendo o maior crescimento verificado em janeiro, com 538,79%, e o menor de 8,42%, verificado em novembro.De acordo com dados do Ciesp sobre a emissão de certificados de origem (documento exigido para venda no comércio exterior), em todo o ano passado as exportações atingiram US$ 8,4 milhões.Simonelli destaca que a alta do dólar favoreceu a competitividade das mercadorias brasileiras no exterior. Quando a moeda norte-americana estava com valor próximo a R$ 1,00, o favorecimento era para a entrada de mercadorias no País, ou seja, às importações. O câmbio favoreceu as exportações e foi possível encontrar mais mercados no exterior, afirmou.Os setores da região que mais se destacaram no comércio exterior foram o gráfico, de plásticos, de baterias e alimentício. Para o diretor regional do Ciesp, a não ser que haja um significativo retrocesso no valor do dólar, o que ele não acredita, a tendência é de que ocorra um crescimento nas exportações da indústria. Para ele, o interesse das empresas em vender no mercado externo vem aumentando. Na análise de Simonelli, grande parte das empresas da região está preparada para exportar. Porém, algumas ainda precisam se adaptar. Qualquer um pode exportar. Mas, tem que procurar os caminhos certos para fazê-lo de uma maneira correta e segura, afirmou.Wagner Ismanhoto, economista e chefe do Departamento de Economia da Faculdade de Economia da Instituição Toledo de Ensino (ITE), disse que o crescimento das exportações registradas pelo Ciesp também se deve aos programas de incentivo à exportação lançados pelo Governo Federal, como os consórcios setoriais de exportação, que atingiram vários segmentos da produção.Ismanhoto lembra que, a partir de 1998, o mercado interno brasileiro começou a ficar muito apertado, fazendo com que as empresas passassem a olhar com mais cuidado para o mercado externo. Ele lembra que esse tipo de venda é lenta.O economista disse que empresas como a Tilibra e a Bruna Semijóias, na qual presta serviços, intensificaram as exportações e se prepararam para isso. Ele afirma, por exemplo, que a Tilibra tem produtos com qualidade para serem comercializados nos mercados mais exigentes do mundo, o que é de fundamental importância para que possa ocorrer um crescimento nas vendas externas, com a busca de novas mercados em outros países. Para ele, esse é um caminho para as empresas da região. Pelo lado do governo,que enfrenta problemas com a balança comercial e tenta criar superávits, os programas de incentivo à exportação vêm sendo importante para aumentar as vendas para o exterior. Porém, se os resultados são considerados bons, o economista acredita que poderiam ser muito maiores, se houvesse melhores condições para o embarque das mercadorias. A burocracia que existe torna mais difícil se exportar no Brasil. Na verdade, é um paradoxo: ao mesmo tempo que quer incentivar as exportações, o governo não cria as facilidades necessárias, fazendo com que a burocracia se torne um gargalo, afirmou.Ismanhoto acredita que, em 2001, o resultado das exportações será, ainda, superior, em razão das condições da economia nacional e mundial.

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