"Perdi meu amigo. É, e já faz um ano. Um amigo que fazia rir e fazia chorar. Um amigo especial. Wilson Nogueira, quando pintava de vermelho o nariz, transformava-se num mágico do riso. Entrava em cena o palhaço Gira Gira, que encantava gente grande e pequena. Mestre da gargalhada e da folia, Gira Gira não poupava ninguém. Fazia piadas, fazia caretas, fazia graça... ninguém resistia ao seu encanto. Em outros momentos, Gira Gira não era palhaço, era poeta. Nessas horas, vestia a máscara de ator dramático, declamava poesias que faziam as lágrimas correrem. Aos 71 anos, ele nos deixou. Sem avisar e sem sofrer. Mas, para nós, Gira Gira deixou o exemplo de um homem apaixonado pelo trabalho e pela arte.Com o Circo Anahí, o nome de uma índia que, segundo a lenda Tupi, foi queimada pela sua tribo e virou uma flor, explicava Gira Gira, viajou por todo o País, até ao Amapá, onde se apresentou para os índios. Nessa tragetória circense, Nogueira e sua família escolheram Bauru para morar.Em Bauru, muitas crianças puderam se divertir com o palhaço amigo. Cada piada, cada careta... uma gagalhada. Com o circo, visitou também muitos cantos da cidade, onde várias gerações lembram de seu nome.Agora, o mestre palhaço trabalha em um picadeiro muito maior, mais colorido e alegre... Lá, as crianças são anjos felizes. E Gira Gira brinca, sonha e ilumina os nossos palhaços daqui. Pois muitos jovens artistas puderam aprender com ele a arte de fazer rir. E para o Gira Gira, um doce beijo na ponta do nariz..."
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