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Redes clandestinas causam rompimentos

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 4 min

Ligações de águas pluviais clandestinas são as principais causas dos rompimentos de redes de esgoto. A intensidade das chuvas podem afetar as redes de água É comum as pessoas cimentarem os quintais dos imóveis. Também é bastante comum ainda encontrar ligações clandestinas de águas pluviais que caem diretamente no esgoto, porque os munícipes acabam fazendo ligação irregular talvez para gastar menos numa obra de vazão de água ou por não conhecer as conseqüências disso. As ligações clandestinas são as principais causas de rompimento de rede de esgoto na cidade, segundo o DAE. As redes de esgoto são projetadas para escoar o esgoto das residências e não comportam o volume e a intensidade das águas de chuvas que vêm de ligações clandestinas. Quando cai muita água de chuva na rede de esgoto, ela não agüenta e estoura. Outra conseqüência é o retorno do esgoto para as residências. Quando isso acontece, o DAE vai até o local, conserta o rompimento ou desentope a rede, e fiscaliza a casa ou as casas vizinhas para verificar se há ou não ligação clandestina de águas pluviais. Se é encontrado, o proprietário do imóvel é notificado e multado. Se o problema não for solucionado, a multa é cobrada todos os meses na conta de água. O valor da multa é baixo (R$ 6,50 por mês). Por isso, muitos proprietários de imóveis preferem pagar a multa a fazer a ligação correta.Os rompimentos de adutoras e redes de água e esgoto também estão ligados diretamente à intensidade de chuvas, principalmente no verão. Nessa época do ano, as chuvas afetam as redes de água e esgoto de várias maneiras, segundo Éric Fabris, engenheiro geotécnico e ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Ele explicou que as chuvas afetam as redes devido ao saturamento do solo, ou seja, deixando-o sem estrutura. E as redes de água e esgoto e adutoras estão enterradas nesse solo. A saturação do solo pelas chuvas constantes provoca o rompimento das adutoras e redes de água e esgoto. Quando as redes se movimentam, se abrem nas juntas, explicou Fabris.O engenheiro afirmou que para solucionar o problema do solo de Bauru, e conseqüentemente diminuir os rompimentos das redes de água, é preciso fazer a compactação desse solo na hora de preencher as valetas de redes de água e esgoto. Com a compactação, a terra ficará mais unida e firme, evitando que as redes e adutoras sejam afetadas pela enxurrada.Se o solo for compactado corretamente, as redes não vão se mexer. Se o preenchimento das valetas das redes for fechado com solo cimento, antes do asfalto, menor será a chance de haver movimentação, completou.Erosões também são conseqüências do período chuvoso. Em ruas não pavimentadas, as erosões atingem e deixam expostas as redes de água e esgoto, que podem se romper quando um veículo passa por cima delas. As reclamaçõesO JC nos Bairros recebe inúmeras reclamações, diariamente, sobre vazamentos de água e esgoto nas ruas da cidade. Só na última quinta-feira, a reportagem recebeu três reclamações de vazamento de rede de água e esgoto.Carlos Guilherme Cres, morador da quadra 8 da rua Canadá, no Jardim Terra Branca, disse que na última terça-feira, um caminhão caiu em um dos buracos da rua e estourou a rede de água. Até quinta-feira, nenhuma providência havia sido tomada pelo Departamento de Água e Esgoto. Depois, o DAE faz campanha para a população economizar água, mas deixa a rede vazando três dias numa rua, reclamou Cres.A moradora da quadra 2 da rua Ivon César Pimentel, no Parque Paulista, Maria Helena Gasparin Gerônimo, disse que a rede de água se rompeu duas vezes seguida no mesmo lugar. O DAE arrumou durante a madrugada, e no mesmo dia a rede rompeu novamente. Isso sempre acontece. O pior é que, às vezes, vaza tanta água, que a gente fica sem água em casa, disse Maria Helena.Na quadra 5 da avenida Pinheiro Machado, os moradores reclamaram da rede de esgoto que apresenta problemas. Osni de Oliveira Cunha afirmou que o problema na rede de esgoto se arrasta há mais de oito meses. Nós não agüentamos mais esse cheiro ruim. O DAE vem aqui, desentope, mas o problema volta, afirmou Cunha.

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