O bauruense tem razão ao reclamar de redes de água e esgoto estouradas, que prejudicam o abastecimento e incomodam. Por mês, a cidade registra cerca de 680 vazamentos de água, quase 23 por dia. No caso do esgoto, os números são ainda piores. São 37 redes de esgoto rompidas por dia, cerca de 1.120 por mês, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE). O JC nos Bairros recebe inúmeras reclamações, diariamente, sobre vazamentos de água e esgoto nas ruas da cidade, que chegam a 1.800 por mês. O DAE não considera alto o número de rompimentos. Os números de vazamentos de água não são preocupantes. A tendência é que eles diminuam à medida que as redes forem trocadas. Os números de vazamento de esgoto também não são alarmantes, mas poderiam ser menores, se não houvesse tantas ligações clandestinas de água pluvial na rede de esgoto, disse Sérgio Macedo, presidente do DAE.As redes de distribuição de água mais antigas da cidade, que ficam na região do Jardim Bela Vista e Vila Falcão, são as que rompem com maior freqüência. São justamente essas redes que o DAE pretende substituir por novas, para diminuir a freqüência dos rompimentos na região. Já as adutoras, encanamentos de grande diâmetro que levam água de pontos de produção até reservatórios (caixas dágua do DAE), causam um prejuízo muito maior para a população quando se rompem. Porém, o DAE aponta menos de um rompimento de adutora por mês na cidade. O último aconteceu no dia 15 deste mês e deixou sete bairros, entre eles a Vila Cardia, Jardim Cruzeiro do Sul e Núcleo Geisel, mais de 20 mil pessoas, sem água. Quando ocorre qualquer problema em uma adutora, mais de um bairro é afetado. A cidade toda pode ser afetada. E por isso o problema tem que ser resolvido com urgência, explicou Macedo. Bauru tem uma adutora de água bruta, que sai do Rio Batalha e vai até a Estação de Tratamento de Água (ETA), composta por dois encanamentos (são duas adutoras e têm 2.500 metros de extensão), mais as adutoras que saem de reservatórios específicos, ligando reservatório a reservatório, e adutoras que ligam poços a reservatórios. Os diâmetros das adutoras são os mais variados - de 100 milímetros a 24 polegadas (40 centímetros) de diâmetro.Quando uma adutora apresenta vazamento, o trabalho tem que ser paralisado e a adutora esvaziada. Nem sempre o vazamento é detectado na hora porque a adutora fica enterrada. Os grandes vazamentos são detectados mais rapidamente porque a água começa surgir sobre o asfalto da rua, buracos se abrem próximos ao local do vazamento ou há queda de pressão da água nas proximidades.Os prejuízos de redes de água e adutora rompidas são grandes. Tanto da população como do DAE são prejudicados: a população por ter o abastecimento de água comprometido e, muitas vezes, ficar sem água por tempo indeterminado, e o DAE por perder essa água que está vazando. Com a perda, o DAE não pode vender a água que a adutora estaria produzindo e levando até as residências. A autarquia ainda tem o prejuízo de consertar o que estourou. Macedo não revelou valores de quanto se gastaria para consertar o rompimento de uma adutora. Ele apenas diz que os valores não são pequenos.Os consertos de adutoras, redes de água e de esgoto são feitos por equipes que trabalham na manutenção da rede. Hoje, o DAE tem cinco equipes que trabalham nas Administrações Regionais e uma equipe que fica na sede do DAE. Geralmente, cada equipe trabalha em seu setor. Quando o problema é muito grande, como o rompimento da adutora da avenida Comendador José da Silva Martha (que abastece 49% da cidade), as equipes são deslocadas.
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