Geral

Reforma ameaça vida dos partidos nanicos

Redação
| Tempo de leitura: 1 min

O governo vai negociar com o Congresso a flexibilização das propostas da reforma política que visam fortalecer o sistema político-partidário mas, em troca, ameaçam a sobrevivência dos pequenos partidos. O acerto passou a ser necessário para que a reforma política não emperre novamente nas comissões do Congresso, uma vez que o Governo conta com a oposição até de aliados, candidatos a cargos na Mesa da Câmara. Em busca do apoio dos pequenos partidos à sua candidatura, o líder tucano Aécio Neves (MG) comprometeu-se a rejeitar a votação da reforma política fatiada para não prejudicar os nanicos. Uma das propostas do Palácio do Planalto será reduzir de 5% para 3% o porcentual mínimo de votos necessários, em nove Estados, para que os pequenos partidos tenham acesso ao Fundo Partidário e ao programa eleitoral gratuito em rádio e televisão. Outra idéia é a possibilidade dos partidos nanicos criarem uma federação para sobreviverem ao fim das coligações proporcionais e à cláusula de desempenho nas eleições. O governo terá empenho ainda em aprovar a fidelidade partidária e o fim das coligações proporcionais. Por outro lado, a proposta de financiamento público de campanha dificilmente será objeto de consenso entre os partidos políticos já que encontra resistência até no Palácio do Planalto. Da forma como está proposto hoje, o Tesouro reservaria mais de R$ 700 milhões para distribuir entre os partidos políticos e financiar as campanhas eleitorais. "Como os partidos poderão mexer com dinheiro público, se desembargadores admitem que fingem controlar os gastos dos partidos e os políticos fingem que prestam contas à Justiça?", questiona o assessor especial da Presidência da República, Moreira Franco.

Comentários

Comentários