Geral

Pedetistas podem definir sucessão

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 4 min

Grupo de quatro vereadores eleitos do PDT se compromete a apoiar Walter Costa (PPS) caso candidato obtenha mais adesõesCom a garantia de que manterão oposição construtiva ao Executivo, como exigiram os militantes do PDT, os vereadores eleitos do partido Faria Neto, Renato Purini, José Humberto Santana e pastor Luiz de Jesus fecharam apoio a Walter Costa (PPS). Os votos dos quatro parlamentares poderão ser decisivos no processo de sucessão da presidência da Câmara Municipal.O apoio, no entanto, poderá ser retirado caso Walter Costa não consiga viabilizar mais quatro votos entre os vereadores da aliança PPS-PFL. Mas o próprio Faria Neto, liderança do grupo dos quatro pedetistas, considera essa possibilidade remota. Será difícil tirar a vitória do Walter. Ele tem o apoio dos vereadores do partido dele e dos pefelistas e a oposição demorou para se unir, analisa.Para Faria Neto, apesar do grupo apoiar Walter Costa, não significa que Nilson Costa contará com o adesão irrestrita dos pedetistas. É bom que fique claro que foi nosso grupo quem lançou a candidatura do Walter, não o prefeito. Aliás, Nilson apóia o nosso candidato, não o contrário. Somos independentes, dissimula.Faria Neto garante que o grupo é coeso e que inclui, também, o peemedebista Rodrigo Agostinho. O vereador do PMDB, no entanto, não confirma que tenha fechado apoio a Walter Costa. Participei de reuniões com os pedetistas, não nego, assim como participei de encontros de outros grupos. Estou aberto a convites e ainda estou sentindo as coisas. Não há nada definido, sustenta.Até a posse, Rodrigo Agostinho deverá voltar a se encontrar com os pedetistas e com vereadores de outras legendas. Dias antes da eleição, comunicará sua posição a Fernando Monti, presidente do diretório municipal do PMDB. Mas a decisão é minha, salienta.Assim como Agostinho, Faria Neto chama para si e para Luiz de Jesus, Purini e Santana a definição sobre quem os pedetistas irão apoiar. Quem fala pelo PDT é a sua bancada. Se a maioria definir que o candidato será Walter Costa, assim o será, afirma, desconsiderando a possibilidade do diretório exigir voto fechado em algum outro candidato.DesistênciasDentro do PDT, há uma semana, havia três candidatos à presidência: João Parreira de Miranda, Luiz Carlos Valle e o próprio Faria Neto, que retirou a candidatura em favor de Walter Costa. Ao contrário dos colegas, penso que não adianta entrar para perder. Se podemos compor, vamos compor. Dessa maneira, poderemos participar da Mesa da Câmara, por exemplo, e estar nas comissões, o que é importante para o partido e para garantir a melhor tramitação dos projetos de interesse da comunidade, comenta Faria Neto.Diante da conjuntura favorável a Walter Costa, o PTB avalia a possibilidade de não mais reunir a executiva para discutir a sucessão da presidência da Câmara Municipal. Estamos mais para apoiar o Walter do que para lançar candidato próprio, o que poderia desgastar o partido. Mas se o Roberto Bueno quiser concorrer, terá nosso total apoio, diz Rogério Medina, presidente da comissão provisória do PTB.Dentro do PSDB, ainda não há definição. Rubens Spíndola, presidente do partido, se reúne com os vereadores Toninho Garmes e Edmundo Albuquerque no final de semana para discutir a eleição. Vamos avaliar as reais chances da candidatura do Edmundo e analisar negociações, comenta Spíndola.Edmundo Albuquerque, por sua vez, nega que seja candidato, assim como não acredita que Parreira e Valle mantenham candidaturas paralelas. Não há nada de definitivo na sucessão, mas sim muita especulação. Em se tratando da Câmara, muita coisa pode acontecer até a posse, analisa.Candidatíssimo, João Parreira de Miranda aguarda o final de semana para conversar com Luiz Carlos Valle sobre a sucessão. Os dois já se dispuseram a retirar a candidatura em favor de que o PDT tenha candidato único. Miranda não descarta ainda apoiar José Carlos Batata (PT). Se a oposição se unir, podemos eleger um presidente. Mas o que existe de real mesmo é o poder de fogo, formal ou informal, do prefeito agindo na eleição, conclui.Eleição personalistaA seis dias da eleição da presidência da Câmara Municipal, o cenário, apesar da aparente vantagem de Walter Costa (PPS), continua indefinido. A ausência de definição deve-se, na opinião da vereadora Majô Jandreice (PC do B), à maneira personalista como os parlamentares têm se comportado.Em relação à eleição passada, o processo eleitoral está diferente porque os partidos estão se desmanchando. Não vemos mais posições partidárias, mas pessoais, afirma a vereadora.Em razão desse personalismo, Majô confirma que tem sido difícil realizar reuniões para definir nomes à sucessão. Hoje, não há situação ou oposição dentro da Câmara Municipal, porque há partidos divididos e outros, anteriormente oposicionistas, defendendo o prefeito. Somado a isso, temos novos vereadores, muitos dos quais ainda não se sabe qual é opinião que têm sobre a eleição, diz.A escolha do novo presidente do Legislativo também será diferente da anterior, opina a vereadora, em razão da adoção do voto aberto. Como existe o risco do atrelamento público a idéias que talvez não correspondam àquilo que seja considerado ideal dentro de cincos anos, por exemplo, o voto tende a ser mais pessoal do que partidário ou ligado a algum grupo político, analisa.

Comentários

Comentários