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Fila para o jogo no Alfredo de Castilho começou às 10 horas

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

A fila nos portões do Estádio Alfredo de Castilho para o Jogo da Solidariedade, realizado ontem à noite, começou a se formar logo pela manhã. As primeiras pessoas chegaram por volta das 10 horas, trazendo muita expectativa e animação. A partida de futebol reuniu, de um lado, a equipe do cantor Daniel (Daniel Futebol Clube) e de outro, a Seleção dos Artistas, que contou com jogadores como Leonardo, Rick (da dupla Rick e Renner), Vavá (do grupo Karametade), Alexandre Pires (Só Pra Contrariar) e o comediante Tom Cavalcante. A maioria das pessoas que estavam na fila era adolescentes e mulheres. A estudante Natália Balbino Travalino, de 13 anos, assim como grande parte da fila do gargarejo, matou aula para chegar cedo ao estádio. Ela segurava uma carta formada por 150 folhas de papel sulfite, na qual estavam escritas diversas poesias e declarações de amor ao cantor Vavá. Eu vou dar um jeito de entregar isso para ele. Levei um ano para escrever, salientou.Já Daniela Araújo, 14 anos, guardava seu primeiro lugar na fila com unhas e dentes. Fui a primeira a chegar aqui. Quero ficar bem perto de todos os artistas, salientou. Ela é fã do Vavá, do grupo Karametade, e diz possuir quatro dos cinco CDs dos pagodeiros. Moradora do Parque Bauru, Daniela salientou que seria capaz de fazer qualquer loucura para estar perto do seu ídolo. Eu morro por causa dele.Na fila formada no outro portão do estádio, Maria Rosa de Souza, 17 anos, e seu namorado, Natanael Reis dos Santos, 20 anos, foram os primeiros a chegar. Ela compareceu ao jogo especialmente para ver o cantor Daniel. O namorado disse que também gosta das músicas do cantor, mas que foi ao jogo para fazer companhia à namorada.Logo atrás deles estava um grupo bastante animado, formado pela doméstica Terezinha Maria de Jesus da Silva, 45 anos, e Vera Lúcia Bernardino da Silva, 34 anos, além de algumas crianças. Mostrando fôlego de adolescentes, as duas estavam com todos os aparatos para torcer pelos jogadores-artistas e para garantir qualquer tipo de lembrança deles. Nós fomos no show do Daniel em Barra Bonita e conseguimos pegar a camiseta que ele jogou para o público. Cortamos a blusa em vários pedaços e distribuímos para nossas amigas, disse Terezinha. Com uma agenda que tem o cantor na capa, ela preparava-se para conseguir um autógrafo do seu ídolo. Vale tudo para conseguir chegar perto do Daniel. Até tomar chuva e gritar, disse, empolgada.

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