O prefeito Nilson Costa (PPS) vai ter dificuldades para selar uma futura aliança com o PSDB. O vereador Antonio Garmes (PSDB) já se posicionou totalmente contra qualquer participação tucana na administração municipal. Na edição de ontem do Jornal da Cidade, o prefeito manifestou seu desejo de ter o PSDB e o PTB compondo uma aliança com o PPS para dar sustentação política a seu governo.O vereador deve ser totalmente independente do Executivo. Ele é eleito para fiscalizar e fazer leis e não para dar sustentação ao prefeito, opinou. O tucano diz que não participará nem mesmo de uma reunião com lideranças da administração para discutir o assunto. Está fora de cogitação. Não aceito de maneira alguma. Se me fizerem convite, podem ter certeza de que não comparecerei.Garmes avaliou que esse tipo aliança política nada mais do que uma simbiose entre o Executivo e o Legislativo. Isso é danoso para a população, afirma. O tucano deixou claro que sua manifestação nada tem a ver com o fato de o prefeito ser Nilson Costa, de quem é crítico na Câmara. Eu não aceitaria essa simbiose com nenhum prefeito. O vereador não descarta de pensar em deixar o partido se a aliança se concretizar. Se me sentir incomodado, pensarei nessa hipótese.IniciativaA posição de Garmes confronta com o que pensa seu colega de partido, Edmundo Albuquerque (PSDB). Na opinião de Albuquerque, o prefeito Nilson Costa (PPS) é quem deve tomar a iniciativa de convidar o PSDB para uma conversa de composição política. Quem deve tomar a iniciativa do convite é o prefeito e não o PSDB, diz o tucano. Albuquerque afirmou que, particularmente, não tem nenhuma objeção de uma possível participação do PSDB na composição do governo municipal. A exemplo do presidente da Executiva tucana, Rubens Spíndola, o vereador entende que o convite, se for confirmado, deve ser discutido entre as lideranças do partido e o diretório.Não é a primeira vez que defendo que as forças políticas da cidade devem se unir para recuperar o tempo perdido. A aproximação do parlamentar com o prefeito não é novidade. Logo após a posse de Nilson Costa no comando da Prefeitura, em agosto de 97, Albuquerque atuou como interlocutor entre o Executivo e o Legislativo.O tucano lembra que chegou a receber um convite para se filiar ao PPS, antes do vencimento do prazo para filiações, em 97. Achei que não era o momento de deixar o PSDB. E além do PPS, recebi convites de outros partidos.
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