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Vereadores não reeleitos já retomam as suas atividades

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Alguns dos 11 vereadores que não foram reeleitos à Câmara Municipal já estão retomando suas atividades profissionais. Depois de dedicarem alguns anos de suas vidas ao cumprimento do mandato parlamentar, muitos com exclusividade, eles retornam ao cotidiano profissional na condição de cidadãos comuns. A partir de janeiro, esse grupo de ex-políticos passará a ver os Poderes Legislativo e Executivo como meros expectadores, uma posição confortável para quem já foi vidraça.A vereadora Catarina Carvalho (PFL) diz que está pronta para retomar suas atividades profissionais. Professora aposentada, ela voltará a corrigir textos e desenvolver projetos educacionais e culturais em universidades. Também reservarei tempo para cuidar da saúde, da Apiece e me dedicar mais a minha família, completa.A pefelista recebeu convite do prefeito Nilson Costa (PPS) para ocupar um cargo na administração municipal, mas não aceitou o convite. Meu projeto é retornar à Câmara. Não tenho vergonha de dizer isso. Serei vereadora novamente. Já estou trabalhando para isso, avisa. Catarina recebeu 1.107 votos e garante que fez uma campanha modesta. Essa eleição foi uma das mais difíceis dos últimos anos. Foi disputadíssima. Alguns candidatos à Câmara fizeram campanhas milionárias.VitoriosoDepois de cumprir dois mandatos seguidos no Legislativo, Paulo Agustinho (PTB) não consegue se reeleger por 16 votos. Ele teve uma votação expressiva - 2.014 votos -, mas o coeficiente eleitoral foi seu grande inimigo. Doze parlamentares eleitos tiveram menos votos do que o petebista. Advogado, Agustinho já está reabrindo seu escritório para reiniciar suas atividades profissionais.Me sinto um vitorioso, como se tivesse sido eleito, diz. Conhecido pelo diferencial de suas campanhas - feitas com carros fora de linha e velhos estacionados em esquinas da cidade -, o vereador acha que a legislação eleitoral é anti-democrática. O coeficiente deveria valer só para as eleições de deputados estaduais, federais e senadores. Na Câmara Municipal, deveria prevalecer a votação simples, defende.A dedicação a política exige sacrifícios. As vítimas são as famílias, os estudos, o desenvolvimento profissional. O vereador Erlon Junqueira (PDT), eleito pela primeira vez à Câmara em 1996, com 1.467 votos, sacrificou os estudos para se dedicar com mais afinco ao Legislativo. Ele é dos 11 parlamentares que encerram suas atividades políticas no próximo dia 31. Antes de assumir sua vaga como parlamentar, Junqueira era vendedor de carros numa concessionária da cidade.Fora da Câmara, vai se dedicar à auto-escola da qual é sócio. Vou também terminar minha pós-graduação em administração de empresas e, depois, fazer mestrado, planeja. O pedetista afirma que sai do cenário político mais amadurecido. Para ele, o momento marcante da legislatura foram as cassações do ex-vereador Hélio Pires e do ex-prefeito Antonio Izzo Filho.

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