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Denúncias trabalhistas têm queda acentuada

Patrícia Zamboni
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Um levantamento feito pelo Ministério do Trabalho em Bauru, com coleta de dados de janeiro a novembro deste ano, resultou em dados positivos. As reclamações, denúncias, homologações e negociações trabalhistas tiveram grandes quedas em quantidade nos últimos meses. De acordo com o delegado adjunto do Trabalho, Silvio Carlos de Lima Pereira, o total geral de reclamações, que em janeiro chegou a 1,06 mil, caiu para 474 em novembro. O total de homologações sem justa causa passou de 460 em fevereiro, para 218, o que significa uma redução de aproximadamente 52%. Os pedidos de demissão registrados, que no início do ano giravam em torno de 60 por mês, caíram para 27 em novembro. As negociações coletivas ocorriam numa média de 30 por mês, até a metade do ano. A partir do segundo semestre, esse número foi diminuindo, até chegar a apenas quatro negociações feitas no mês passado. De acordo com Pereira, em alguns segmentos houve uma significativa recuperação da produção durante este ano, como no setor calçadista. Segundo ele, a recuperação da economia teria evitado os movimentos grevistas e os dissídios trabalhistas, em sua maioria. A recuperação econômica que ocorreu em diversos setores este ano, contribuiu para a geração de empregos e para a diminuição dos problemas mais comuns que chegam ao Ministério do Trabalho. De maneira geral, eu atribuo a isso os números que obtivemos no levantamento de 2000, diz o delegado adjunto. Em relação a denúncias sobre atraso no pagamento do décimo terceiro salário, o chefe do setor de fiscalização do Ministério do Trabalho, Silvano Motta Pereira, diz que só foi registrada uma, referente a Bauru, este mês. No ano passado, girava em torno de dez a 15 denúncias. Esse ano, só foi registrada uma, afirma.

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