Geral

O que pedirá 2001?

N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Pesquisadores ibopeanos estiveram por aí procurando saber, a pedido do Governo e da Confederação Nacional da Indústria, que País nosso povo deseja para si e para suas próximas gerações. Bateram as pesquisas às portas de lideranças setoriais, garimpando idéias exeqüíveis e pistas que possam levar a população ao ideal colimado e que serão conhecidos tão logo o levantamento mostre resultados concretos. A iniciativa contou com o assentimento do Governo, interessado em conhecer por que as administrações federais estiveram pecando tanto para não terem chegado até onde a sociedade deseja. Perguntou-se aos setores porque, desde os primórdios da nova República, a caminhada não conseguiu, realmente, atingir o alvo pretendido pela Nação, a qual, por isso, continua capengando como órgão humano esclerosado, não obstante sucessivas elaborações de pacotes, trabalhados de forma inteligente (?) e postos em andamento febril durante muito tempo.A história registra vários fatores como responsáveis diretos pelo descarrilamento, mas, de qualquer forma, não se pode deixar de debitar grande parte deles ao despreparo de influentes camadas da sociedade para aceitar os pontos principais propostos e ajudar no sentido da sua plena concretização. Assim, à míngua de aceitação consciente, o Brasil teria mesmo de enveredar por sendas tortuosas como as que tem trilhado nos últimos vinte anos, tão cheias de curvas que não lhe permitem deslanchar com toda velocidade rumo ao futuro que se lhe deseja. Como teriam respondido os grandes segmentos à consulta da enquete? Que almejariam a remodelação das estruturas nacionais em lugar de suas próprias ambições pessoais? Que estariam almejando sinceramente o crescimento e a modernização, sem obstáculos, da ordem social vigente, na qual, dá para se notar, localizam-se hoje os mais sérios temas de discordância e controvérsia, que abalam inclusive os alicerces da normalidade constitucional? Por tudo isso e mais aquilo, entendemos que a pesquisa, vindo auspiciosamente na nascente de um novo ano, precisaria trazer na somatória de seus resultados a luz e a força de que o atual Governo e seus próximos necessitam para conseguir edificar realmente o País sonhado pelos brasileiros de hoje e de amanhã. Então, que não lhe faltem agora talento e coragem para incentivar a todos quanto ao que cabe a cada um no intrincado concerto da grande edificação nacional. E salve o simpático 2001, que aí está comprimindo a campainha das nossas portas carregando uma moderna sacola de grandes esperanças. Que no seu decurso possamos todos concretizar aquilo que tanto esperamos. É a nossa opinião! Agradecemos carinhosamente aos leitores que nos têm envaidecido com a leitura deste espaço e dos demais do Jornal. Tiramos-lhes o chapéu... (O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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