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CPFL investe R$ 25 mi por ano em programas de conservação

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) investe, anualmente, cerca de R$ 25 milhões em programas de combate ao desperdício de energia elétrica, pesquisa, desenvolvimento e redução de perdas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determina que todas as concessionárias apliquem 1% da receita obtida nesse tipo de programa.Luiz Carlos Lopes Júnior, analista de comercialização e responsável por quatro programas de conservação de energia da CPFL, diz que, entre as ações desenvolvidas, estão a Eficiência Energética na Iluminação Pública; Eficiência Energética em Prédios Públicos; Procel nas Escolas; Programa Interno da CPFL; Eficiência Energética Industrial; Incentivo à Venda de Eletrodomésticos Eficientes; Campanhas Informativas e Educativas, entre outros. Dentro desse valor aplicado, existem as ações tecnológicas e as educativas.Nas cidades, a substituição de lâmpadas de vapor de mercúrio, de 400 Watts (W), por de vapor de sódio, de 250W, que têm o mesmo efeito de iluminação, com potência de 152W a menos, somando o reator, vem sendo uma das ações adotadas. Anualmente, cerca de 15 mil unidades são trocadas na área de concessão da Paulista, promovendo uma economia 9.850 MW/ano, principalmente no horário de ponta, das 18 às 21 horas. Segundo Lopes Júnior, essa energia seria suficiente para manter por um ano uma cidade com 4,1 mil casas, com um consumo médio de 200 KWh/mês (que é a média residencial da CPFL). Além disso, a durabilidade da lâmpada de sódio é de 24 mil horas, contra 18 mil das de mercúrio.Neste programa, o valor da obra é financiado em 24 meses para a Prefeitura. De acordo com ele, o dinheiro economizado com a redução de consumo paga a parcela. Depois do 24.º mês, a Prefeitura passa a ter lucro total com a substituição, afirmou, lembrando que cerca de 100 cidades já passaram pelo programa, inclusive Bauru, que praticamente não tem mais lâmpadas de mercúrio de 400W.Em breve, a Companhia vai disponibilizar, ainda, as lâmpadas de vapor de sódio de 100W, para utilização em ruas onde é necessário uma iluminação menos potente. Esse projeto consome R$ 1,5 milhão por ano.Procel nas Escolas A CPFL fez um acordo com a Prefeitura de Bauru para treinar professores de todas as escolas municipais para o programa Procel nas Escolas - que é nacional. De cada uma delas, são escolhidos três professores de matérias e períodos diferentes, que servem como disseminadores do conhecimento.Esses professores passam por um treinamento de 12 horas e fazem uma visita a uma usina hidrelétrica. Além disso, recebem materiais impressos e em vídeo, jogos e álbuns que visam incentivar os alunos a reduzir os desperdícios nas escolas e residências.Lopes Júnior destaca que, como todo projeto educativo, existem as dificuldades. De acordo com ele, o Procel nas Escolas tem um excelente resultado por um período, com economias significativas nas casas (200 KWh/ano, por aluno envolvido - o que significa cerca de um mês de consumo) e escolas (17%). Porém, após um período, o efeito se reduz. Nem sempre os pais estão dispostos a mudar seus hábitos. Então, os ganhos com esse projeto são reais, só que têm variações, afirmou.Sem demagogia, Lopes Júnior diz que a principal mudança é de mentalidade, já que interessa à CPFL vender energia. Queremos vender energia útil, aumentar nossa receita e nosso lucro, mas vendendo energia útil, não vendendo desperdício, porque o desperdício afeta o meio ambiente, também. Temos a preocupação ambiental de não construir mais usinas, alagando áreas, ou termelétricas. Mas, para isso, é preciso reduzir o desperdício, para que o parque instalado seja suficiente para atender à demanda, afirmou, ressaltando que a Companhia não faz apenas porque é obrigada pela Aneel, mas por questões de consciência, empresarial e estratégica.Somente neste ano, o projeto foi implantado em 14 secretarias municipais de educação - 140 escolas e 417 professores -, 10 diretorias estaduais - 103 escolas e 309 professores - e duas escolas particulares. Cerca de 200 mil alunos estão envolvidos no projeto, num investimento de R$ 250 mil.O Procel nas escolas é o único programa educativo da CPFL, em relação à conservação de energia. Os demais são tecnológicos. Há, também, o Programa de Eficiência Energética em Prédios Públicos, com treinamento de pessoal, realização de diagnósticos técnicos e implementação de equipamentos (substituição dos que desperdiçam). Nesse programa, são investidos R$ 400 mil/ano. Estes estão entre os projetos desenvolvidos pela CPFL com objetivo de reduzir desperdícios e melhorar a conservação da energia.

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