O setor rural está apostando num ano novo promissor em termos econômicos, baseando-se em previsões feitas por economistas. No entanto, cobra um posicionamento mais eficaz do governo no que diz respeito ao campo. O presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde Guimarães, considera que o clima favorável e o crescimento da economia do País possam impulsionar a área agrícola. Nós estamos fazendo a nossa parte, plantando e tratando as culturas. Mas, dependemos de ajuda do governo e de São Pedro (clima) para ter um bom desempenho em 2001, disse.Quanto ao aspecto climático, ele acredita que não deverá ocorrer grande alteração, o que é um bom presságio. Neste ano, tivemos um clima muito bom de uma maneira geral e estamos contando com isso para 2001, salientou.O problema dos produtores está no presente. De acordo com Guimarães, os preços de muitos produtos estão caindo, como é o caso do milho, que teve uma redução de R$ 15,00 para cerca de R$ 9,00 a saca; e do café, que passou de R$ 170,00 para R$ 120,00 (a saca) neste ano.Isso, segundo o sindicalista, se deve à falta de uma política de incentivo ao setor rural por parte do Governo Federal. Ele cita como o exemplo a concorrência com os Países do Mercosul. Nós temos pêssego produzido em Lucianópolis saindo, em alguns casos, 20% ou 30% mais caro que o que vem do Chile. A diferença ocorre por causa da tributação e pela importância que cada País dá à sua agricultura, disse.Um dos entraves à economia rural do País, segundo Guimarães, é o endividamento dos produtores com os bancos. Atualmente, a dívida está na ordem de R$ 30 bilhões, dos quais R$ 15 bilhões são impagáveis, de acordo com o próprio governo.Quanto ao setor pecuário, o presidente do Sindicato Rural acredita que ele esteja praticamente estabilizado. Não há perspectiva de muita alta nos preços para o ano que vem. Nada justifica isso, salientou.Tendo em vista o bom desempenho da economia do País nesses últimos meses e a extensão dessa estabilidade para o ano que vem, Guimarães acredita que o setor rural deva se superar. A agricultura fica sempre em segundo plano para o governo, mas deve acompanhar a melhoria na economia do País, já que é um braço dela, disse.Em termos de município, o sindicalista ressalta que os produtores rurais estão de mãos atadas. A Administração Municipal ainda não se conscientizou do potencial da agricultura em Bauru. O orçamento é tão pequeno que não se pode investir em nenhum projeto, destacou.Na cidade, a expectativa fica por conta da instalação de um braço do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que já cogitou a idéia e estuda uma maneira de concretizar o projeto.
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