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Juízo Final volta à discussão com a chegada do milênio

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 7 min

A passagem de ano, acompanhada da virada do milênio e do início de um novo século, fizeram ressuscitar as idéias do fim para a humanidade e trouxeram à tona todas as previsões apocalípticas de que se tem notícia. Desta vez, porém, o receio pareceu mais brando, dando lugar ao descrédito. Afinal, tanta coisa foi dita em 1999 e aqui estamos - ainda, na opinião de alguns.

O mundo não é mais o mesmo. Nas últimas décadas, a humanidade tem sido assolada por um número crescente de tragédias e catástrofes, todas se superpondo continuamente (...) e a situação se deteriora cada vez mais. (...) Nós já estamos no Juízo Final! E vivemos seus últimos anos! A afirmação é de Roberto C. P. Júnior, autor do livro eletrônico Vivemos os últimos anos do Juízo Final (www.msantunes. com.br/juizo/default.htm).

Segundo ele, todas as alterações na natureza, a evolução das doenças, a desordem sócio-político-econômica no mundo e mesmo distúrbios mentais fazem parte da purificação humana e tudo isso evolui a uma velocidade assustadora. O Juízo não é algo a ser esperado num futuro longínquo, nem tampouco que sucederá no espaço de um dia terreno, mas trata-se de um acontecimento que se desenrola no século XX, ao longo das últimas décadas.

Purificação

De acordo com Roberto Júnior, não é o mundo que vai acabar, mas o mal no mundo. Ele defende que o homem foi colocado na Terra com o objetivo de amadurecer seu espírito. Para isso, ele tinha a intuição. Conforme ele foi se desenvolvendo, foi-lhe dado o raciocínio - uma ferramenta para auxiliá-lo na vida. Até que, em dado momento, o homem pecou. Graças ao livre-arbítrio, ele provou do fruto do conhecimento, e passou a julgar-se poderoso, grande e forte; capaz de realizar qualquer coisa através do seu intelecto.

Com isso, porém, o desenvolvimento espiritual foi esquecido. O homem se prendeu à matéria e perdeu o poder (intuitivo) de reconhecer seus erros. Roberto Júnior ressalta que o Filho de Deus ditou: O que o ser humano semear, isso ele colherá!. Segundo o escritor, esta é a lei fundamental da Criação: a Lei da Reciprocidade.

Essa lei estabelece que tudo aquilo que produzimos, seja por pensamentos, palavras ou atos, retorna sempre a nós mesmos, aos geradores. Se semearmos coisas boas, colheremos naturalmente frutos doces e suculentos. Se semearmos coisas ruins, teremos de engolir frutos amargos e podres.

Roberto Júnior comenta que, ao abandonar seu desenvolvimento espiritual, em detrimento do material, a humanidade foi somando erros. Agora, tudo isso aparece para que possa ser feita a limpeza. Tudo que foi criado pelo homem contra a vontade do Criador será destruído e só subsistirá ao Juízo aquele que, ainda em tempo, inserir-se integralmente nas Leis inflexíveis da Criação, isto é, inserir-se de modo incondicional na sagrada Vontade de Deus.

Para Roberto Júnior, todos podem se salvar, desde que se movimentem neste sentido - uma decisão absolutamente individual: O ser humano tem a liberdade de escolha, à qual está associada uma incondicional responsabilidade. Isso porque ele pode, sim, decidir o que fazer e da forma que melhor lhe aprouver, mas jamais poderá escapar das conseqüências dos seus atos. É, por esta razão, que foi dito: O que o ser humano semear, isso ele colherá. Não foi dito que ele poderá ou deverá colher, mas sim que ele colherá! Quer queira, quer não.

Sinais

Roberto Júnior afirma que o aumento acelerado das tragédias que assolam o mundo diariamente é uma evidência de que vivemos o tempo do Juízo Final. Ele cita, por exemplo, a freqüência cada vez maior de catástrofes na natureza, como as erupções vulcânicas, as inundações, terrremotos e ciclones.

As maiores erupções mundiais registradas no século XX ocorreram a partir de 1970, o que demonstra a extraordinária atividade vulcânica no planeta neste final de século. (...) Na década de 70, houve 21 grandes erupções. Já na década de 80, ocorreram 36 erupções deste porte. Apenas nos primeiros cinco anos da década de 90, houve nada menos que 55 grandes erupções vulcânicas. Algumas causaram espanto pela súbita entrada em atividade de vulcões adormecidos há décadas ou séculos e pela inusitada violência das explosões e conseqüências.

Outro sinal apresentado por Roberto Júnior são as alterações na natureza. O clima não é mais o mesmo a temperatura aumenta continuamente ao longo dos anos desde 1910, o El Niño, que acontecia de década em década agora é anual, as estações se misturam. O sol torna-se uma ameaça a cada dia, a camada de ozônio - que protege o planeta da radiação nociva do sol - se desfaz e o efeito estufa ganha força, alterando o equilíbrio térmico da Terra.

Simultaneamente a tudo isso, o autor lembra as mazelas humanas - doenças, guerras, distúrbios mentais, conflitos políticos, economia desestabilizada.

Moléstias antigas ressurgem com uma ferocidade jamais vista, enquanto que novas doenças, cada vez mais terríveis, eclodem todos os anos, comenta Roberto Júnior. Ele lembra as infecções que já ameaçaram a humanidade no início do século, como o cólera, peste negra, sarampo e tuberculose, que reapareceram nos últimos anos com germes resistentes aos mais modernos medicamentos.

Na década de 40, doenças como as provocadas por estafilococos tinham sido transferidas da categoria extremamente perigosas para a de infecções secundárias facilmente controladas. Em 1946, apenas 5% das bactérias estafilococos eram resistentes à penicilina; em 1948, esse número havia subido para 18%; em 1950 era de 40% e em 1982 de 90%.

Fala também das epidemias no século XX, dos novos vírus, Ebola (que resulta numa morte horrível, pela hemorragia generalizada), doença da vaca louca, sabiá, dengue, rotavírus, Helicobacter pylori, hepatitis C, G, entre muitos outros. Sem se esquecer dos aproximadamente 200 tipos de câncer e da aids.

Das doenças novas, a aids é certamente a mais conhecida. Foi a primeira doença do Juízo Final e ninguém sabe calcular com precisão quantas pessoas já morreram. (...) O HIV é um retrovírus, a forma mais simples de vida existente na Terra.

E o autor cita a invasão das drogas, os altos índices de acidentes industriais, nucleares, rodoviários, aéreos, a miséria, o terrorismo, a corrupção, as depressões, síndrome do pânico, inúmeras formas de perversão humana e muitas outras alterações no padrão moderno de vida que, segundo ele, são evidências da proximidade do julgamento.

O Juízo faz retornar agora rapidamente a cada povo, a cada ser humano, tudo o que ele gerou em milênios passados e que ainda não havia sido remido. (...) A Criação toda está sendo limpa da sujeira, e é a própria sujeira que se destrói, que se auto-consome, conforme determinado pelas Leis universais.

Auxílio

Durante milênios o ser humano jogou areia nas engrenagens perfeitas da obra. No início, por ignorância; no final, por vaidade e presunção, diz Roberto Júnior.

Ele lembra que, em todos esses anos, vários espíritos auxiliadores foram enviados à humanidade. Para adverti-la e exortá-la a retomar o caminho certo. Krishna, Lao-Tse, Zoroaster, Buddha, Maomé e ainda outros foram espíritos auxiliadores. Suas doutrinas eram originalmente puras e correspondiam à Verdade, adaptadas, logicamente, às respectivas épocas e povos.

Ao invés disso, a humanidade preferiu as Trevas: Os seres humanos assassinaram o Filho de Deus, que veio trazer-lhes a possibilidade de salvação através da sua Palavra! Essa é a verdade. E o peso dessa culpa gigantesca recai integralmente agora, na época do Juízo, sobre a humanidade, que com o ato da crucificação colocara-se resolutamente ao lado de Lúcifer, em sua luta final contra a Luz. A humanidade escolheu Lúcifer como seu senhor, rejeitando o seu próprio Criador. Essa decisão, fruto do livre-arbítrio, selou o destino dos seres humanos.

Roberto Júnior conclui seu livro dizendo que aquele ou aquilo que não se amoldar às Leis da Criação não poderá subsistir ao Juízo. Ele ressalta que a força da Luz obriga tudo a se exteriorizar, dos mais ridículos pensamentos humanos à corrupção na política. Assim, se houver ainda algo de bom no ser humano, isso também se efetivará visivelmente. (...) Após a consumação do Juízo, todos os seres humanos remanescentes estarão nessa situação e a Era da Paz terá sido iniciada.

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