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Walter Costa e João Parreira se cumprimentam após a eleição

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

Grupo de vereadores apoiado por prefeito elege, também, candidatos para vice-presidente, primeiro e segundo secretários

O vereador Walter Costa (PPS) foi eleito ontem o presidente da Câmara Municipal. O nome do parlamentar foi anunciado como vencedor da eleição às 22h30, quase quatro horas após o início da sessão de posse do prefeito, vice-prefeito e dos 21 vereadores. A maior parte do público presente ao evento permaneceu na sede do Legislativo para acompanhar a votação.

Apesar do trabalho intenso do candidato João Parreira de Miranda (PDT) - que permaneceu na articulação ao telefone minutos após o início do trabalho de escrutinação -, seu nome não obteve mais do que oito votos. A vitória de Walter Costa por 13 votos foi garantida com o apoio de dois vereadores que, até o início da sessão, eram considerados indecisos: Rodrigo Agostinho (PMDB) e Edmundo Albuquerque (PSDB).

Agostinho e Albuquerque, aliás, foram bastante requisitados durante o intervalo regimental, que separou a sessão de posse e a eleição para a Mesa da Câmara. Em alguns momentos era possível flagá-los com ar de cansaço. Ao final, o peemedebista admitiu ter votado de acordo com a orientação de seu partido, do qual Parreira foi filiado e de onde saiu com vários desafetos.

Outro vereador cujo voto balançou entre os dois candidatos foi Leandro Martins (PPB). Até o início da sessão, o voto do pepebista era dado como certo para Walter Costa. As negociações, no entanto, lentamente foram sinalizando para Parreira, até que, minutos antes do início da votação, o grupo de articulação do candidato do PPS resolveu apelar para a última cartada: a esposa de Martins.

Trazida à Câmara Municipal, foi a esposa de Leandro Martins quem convenceu-o a votar em Walter Costa. O argumento: a amizade de longa data que o casal mantém com o candidato do PPS - além do mais, ela já havia empenhado o voto do marido no amigo da família -.

Em entrevista a jornalistas, Walter Costa atribuiu a vitória ao empenho de palavra por parte dos vereadores. O novo presidente, o qual admitiu que o apoio de Nilson Costa foi importante à sua candidatura, declarou ainda que a relação entre os Poderes Executivo e Legislativo será de harmonia e, principalmente, de independência.

Como Walter Costa previu durante a entrevista, o grupo conseguiu eleger outro integrante para a vice-presidência. Depois de uma votação apertada, de 11 votos contra dez, Roberto Bueno (PTB) sagrou-se vencedor, derrotando a candidata Majô Jandreice (PC do B), indicada pelo grupo de oposição.

A votação apertada deveu-se aos votos de Edmundo Albuquerque e Rodrigo Agostinho. O apoio do peemedebista se mostraria estratégico, minutos depois, durante a eleição em que seu nome foi lançado à segunda secretária, disputando o cargo com Toninho Garmes (PSDB). Sétima a votar, Majô apontou com seu voto o futuro resultado: o ambientalista passaria a integrar a Mesa da Câmara.

Para o cargo de primeiro secretário foi eleito José Humberto Santana (PDT), que obteve 13 votos contra 8 de José Carlos Pereira Batata (PT). A eleição do pedetista indicou que o grupo de situação estava bastante unido, mesmo com as tentativas de alguns vereadores de 'plantar' a idéia de que era importante eleger uma Mesa da Câmara mista, ou seja, com membros dos dois grupos, para passar a idéia de independência dos Poderes.

Vencido o primeiro round, o grupo de Walter Costa se fortalece para a futura indicação de presidentes das comissões internas na Câmara Municipal, a ser realizada na primeira sessão ordinária, em fevereiro. Hoje, o presidente do Legislativo deverá convocar entrevista coletiva, na qual apresentará suas propostas para a administração da Casa de Leis.

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