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PPS avaliará posturas de vereadores

Redação
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O presidente do PPS, Rubens de Souza, informou que irá convocar o diretório para que sejam avaliadas as posturas dos vereadores José Clemente Rezende e Milton Dota Júnior durante a eleição para a presidência da Câmara Municipal. Os parlamentares não apoiaram Walter Costa, apontado como candidato do partido, o que irritou alguns setores da militância.

Como presidente da legenda, Rubens de Souza afirma que não gostou do posicionamento de Clemente e de Dota Júnior. Como cidadão, no entanto, analisa o fato como parte do processo democrático. A convergência é sempre burra, já a divergência é salutar, desde que conversada antes, diz.

Como se trata de um grupo político, Souza considera ser importante reunir o diretório para discutir a questão. Não gostei do posicionamento deles, mas respeito, porque não foi escondido, mas há setores do partido descontentes com essa atitude e é preciso checar se não são a maioria. O partido não sou eu, represento um setor, por isso há necessidade da reunião, afirma.

Para o presidente do PPS, o encontro do diretório se faz necessário, também, por Clemente e Dota terem declarado que votaram não por razões particulares, mas por pontos de vista políticos. Eles deixaram claro que não estavam contra Walter Costa e que não fazem oposição a Nilson Costa. Por isso, avalio que o PPS não está rachado. Saímos fortalecidos da eleição, acredita.

Caminhada

José Clemente Rezende também não acredita que o PPS esteja rachado após a eleição para a presidência, apesar de alguns descontentamentos internos. Não me sinto traidor. Se o diretório tivesse sido convocado e fechado em torno de um candidato, teria acompanhado essa indicação, mas não foi o que aconteceu. Não posso seguir o direcionamento de dois votos, mas sim a orientação do diretório, justifica.

Para comprovar que nada tem contra Walter Costa, Clemente adianta que irá manter o mesmo posicionamento político em 2003, quando um novo pleito para a presidência do Legislativo for realizado. Penso que o cargo deve ser ocupado por quem nunca foi presidente. É preciso dar oportunidade a todos, defende.

Para o vereador, a eleição para a presidência é passado e agora é preciso separar interesses pessoais e partidários e pensar somente no melhor para a cidade. Temos que deixar as siglas partidárias de lado e nos unir pelo desenvolvimento de Bauru, sustenta.

Nesse sentido, Clemente sinaliza que irá apoiar apenas os projetos de lei que beneficiem a cidade como um todo. Vou caminhar procurando zelar pelo dinheiro público. Minha função é fiscalizar. Fui eleito para isso e, se o prefeito apresentar propostas que mostrem ser o melhor para Bauru, irei apoiá-lo. Não sou oposição, reafirma.

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