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Mato cresce no meio da rua na V. Nova Paulista

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Não bastassem os buracos e a modesta infra-estrutura do bairro, os moradores da Vila Nova Paulista, Zona Oeste, vêm enfrentando um problema inusitado: o crescimento de mato no meio das ruas não asfaltadas. A vegetação, também presente em vários terrenos baldios, toma mais espaço a cada chuva e torna o local propício para insetos e roedores.

A quadra 6 da rua Lourenço Rodrigues é uma das mais problemáticas. Maria Isabel Rodrigues Cardoso, moradora do endereço há 17 anos, se diz revoltada com a situação ao ponto de vender o imóvel em que reside. Segundo ela, as condições da Nova Paulista já foram piores, mas as reclamações constantes tiraram, aos poucos, o bairro do buraco.

Aqui era uma erosão só. De tanto a gente apelar, a Prefeitura realizou algumas melhoras, mas nada foi feito depois disso. A situação em que vivemos é de completo abandono. O retorno que recebemos do poder municipal nem de longe justifica os impostos que pagamos em dia, todos os anos. E ainda fazem campanha pedindo a nossa colaboração. Gostaríamos de saber quando é que a Prefeitura vai colaborar com a Nova Paulista, disparou.

A situação da rua Lourenço Rodrigues é realmente crítica. O trânsito de veículos no local é praticamente impossível, tanto que ambulâncias e ônibus coletivos cortam o trajeto. Os poucos moradores que possuem carros são obrigados a estacioná-los nas esquinas próximas. Em dias de chuva, conta Maria Isabel, nem mesmo é possível passar a pé pela rua, que fica numa baixada. Quando chove forte, passa tudo o que é entulho por aqui, sem falar nos que ficam presos nos buracos, agravando ainda mais a situação. Se a Prefeitura não pode fazer o asfalto, deveria nos procurar para propor uma forma de pagarmos por ele. Acho que todos iriam topar. Enquanto isso, poderiam estar passando uma máquina para diminuir os transtornos que gente sofre no dia-a-dia, sugeriu em tom de apelo.

O mato que cresce no meio das ruas sem pavimentação contribui para a procriação de insetos e ratos. De acordo com os moradores, as casas são invariavelmente invadidas por baratas, aranhas, pernilongos e carrapatos.

E não seria por falta de solicitações que a situação de precariedade permanece. No ano passado, membros da associação de moradores passaram um abaixo-assinado no intuito de conseguir socorro, além dos vários apelos feitos informalmente junto à Regional Administrativa da Independência. Já fizemos tantos pedidos sem conseguir melhorias que estamos cansados. Não é de hoje que o bairro enfrenta problemas, mas eles pioram ao invés de serem resolvidos. Eu vivo pensando, e acredito que outros moradores daqui também, em me mudar para um outro lugar que tenha mais atenção por parte da Prefeitura. O problema é que a situação de precariedade desvalorizou os imóveis, além do que ninguém seria louco de vir para cá nessas condições, lamentou.

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