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HISTÓRIA DE TRAIÇÃO

Mauro H. P. e Nelson R. A.
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A eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal de Bauru mostrou, mais uma vez, que os interesses pessoais estão acima dos interesses coletivos e da fidelidade partidária.

Com a frágil argumentação de palavra já empenhada e blá blá blá..., os vereadores novatos do PDT (Purini, Santana e Luiz de Jesus), comandados pelo velho e conhecido Faria Neto, votaram em Walter Costa, candidato do prefeito Nilson Costa, numa demonstração clara de oportunismo e traição partidária.

Acima da nobreza da palavra empenhada, outros fatores deveriam, antes de mais nada, ser considerados pelos nobres vereadores, tais como: fidelidade partidária, compromissos assumidos em campanha, identidade própria, posicionamento ético e acima de tudo fazer valer o princípio básico e salutar da oposição, que é o de fiscalizar o Poder Público, visando a lisura dos atos administrativos.

Para reflexão, é oportuno lembrar o fato muito raro ocorrido nas eleições municipais, onde a coligação que elegeu a maior bancada de vereadores não conseguiu transferir a somatória dos votos recebidos para o candidato majoritário, fato que causou perplexidade aos analistas que vivenciam a política local, ainda mais considerando o quilate e prestígio pessoal do dr. Pedro Tobias.

Vamos ficar vigilantes e cobrar de nossos representantes posturas firmes e independência do Poder Legislativo face ao Executivo, para que coloquem acima de seus interesses pessoais e barganha política, os interesses de nossa cidade e, principalmente, seu povo mais sofrido. (Mauro Henrique Pereira Pinto - RG: 23.359.005-5; Nelson Redondo Arjonas - RG: 7.499.961)

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