Claque 1
Chamou a atenção durante a eleição da presidência da Câmara de Bauru, anteontem, a barulheira nas galerias. Como uma claque ensaiada, o grande público presente ignorou o regimento interno, que proíbe qualquer tipo de manifestação, e cansou de bater palmas e soltar gargalhadas. Houve até vaias.
Claque 2
Em razão do barulho, José Carlos Pereira Batata (PT), que presidia a sessão, estrilou. Aqui não é circo, mas uma festa da democracia, alertou. Diante do puxão de orelha, o público - grande parte formada por pessoas ávidas por indicações em cargos públicos -, se acalmou, mas não por muito tempo.
Claque 3
Entre os que puxavam o coro dos mal comportados estavam alguns conhecidos, como Pedro Valentim (PST). Adotando antigos artifícios, eles iniciavam as manifestações postados na 2.ª fila, se escondendo dos olhares mais atentos. Foi assim no momento que chamaram José Clemente Rezende de traidor, após este votar em João Parreira de Miranda (PDT).
Realinhamento
Embora alguns apontem fevereiro como o mês do realinhamento de forças, a movimentação já começou. Ontem, Rubens de Souza, presidente do PPS, confirmou que Edmundo Albuquerque (PSDB) deve ser um dos vereadores que o partido deverá convidar para integrar seus quadros. O tucano ficou lisonjeado com o comentário.
Bastidores I
Por falar em Edmundo, o JC teve acesso, ontem, a novas informações sobre os momentos de tensão nas articulações que se passaram nos bastidores da sessão para eleição do novo presidente da Câmara. Em determinado momento, o derradeiro do processo, o vereador Edmundo foi considerado pelo grupo que apoiava João Parreira como o nome-chave.
Bastidores II
Segundo um dos articuladores do grupo Parreirista, se Edmundo tivesse dito sim à candidatura de João Parreira, outros dois vereadores teriam feito o mesmo. São eles: Leandro Martins (PPB) e Rodrigo Agostinho (PMDB), que ficaram lado-a-lado, em uma sala, com Edmundo e os oito que votaram em Parreira. Edmundo não cedeu e foi considerado o grande culpado pela derrota do grupo com o qual tinha mais afinidades. Depois disso, João Parreira jogou a toalha.
Mantido
Os inimigos do secretário de Administrações Regionais, Celso Donizeti, podem tirar o cavalo da chuva. O prefeito Nilson Costa confirmou ontem que Donizeti continuará no cargo. Costa não levou em conta as especulações de que o secretário teria se debandado para o lado de Tuga Angerami e Pedro Tobias, na reta final da última campanha eleitoral.
Sem salário
O Vanguardão, da Rádio Auri Verde AM, informou que nove secretários de Jales, no Interior do Estado, recém-nomeados pelo prefeito da cidade, José Carlos Guizzo (PSDB), aceitaram trabalhar sem receber salários. O prefeito abriu uma espécie de inscrição para secretário sem remuneração, antes de nomear os nove. Obteve 50 candidatos.
Prós e contras
Há prós e contras nessa atitude do prefeito de Jales. Quem trabalha deve receber por isso, até para não se ver tentado a receber por outros meios. A medida representa certa economia aos cofres públicos, mas será que alguém competente vai deixar seus afazeres diários para se dedicar em tempo integral a uma tarefa, sem receber nada por isso?