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Condi sai e deixa Câmara sem repasse

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Vereadores e funcionários da Câmara de Agudos ainda não receberam. Novo prefeito diz que dívidas preocupam

Agudos - Vereadores e funcionários da Câmara Municipal de Agudos estão sem receber o salário de dezembro e a Casa não tem dinheiro para o pagamento de despesas com luz, telefone e outros. Tudo isso porque o ex-prefeito Afonso Condi (PSDB) deixou o cargo sem efetuar o repasse da última parcela da verba a qual a Câmara tem direito. Para estar de acordo com a lei, a verba no valor de R$ 95 mil deveria ter sido repassada até 20 de dezembro.

O ex-vereador Régis Pauletti (PSD), procurou ontem a redação do Jornal da Cidade para manifestar seu repúdio à atitude de Condi de deixar a Câmara sem o último repasse. Isso é um absurdo. Deve ter entrado bastante dinheiro nos cofres municipais nos últimos meses e o pior é que a Câmara não foi a única a ficar sem a verba, afirma Pauletti acrescentando que a situação das entidades assistencias do município deve ser mais crítica ainda já que também não receberam o repasse devido.

A responsabilidade sobre esse repasse à Câmara fica agora para o novo prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) que assumiu a Prefeitura no dia 1 de janeiro e já adiantou que a situação das finanças municipais não é das melhores. Um balanço parcial, sem contar uma dívida antiga para com a CPFL, segundo Octaviani, aponta mais de R$ 3 milhões a pagar. O salário dos servidores municipais, referente a dezembro, e que deveria ter sido efetuado no final do mês, também não foi, diz o prefeito.

Segundo Octaviani, por falta de pagamento referente a outubro, o fornecimento de energia elétrica ao Setor de Merenda Escolar (Semae) foi cortado anteontem. Mas isso nós já resolvemos, afirma o prefeito. Octaviani disse que em função da situação em que encontrou a Prefeitura, terá que tomar algumas medidas drásticas e que segundo ele, poderão soar como antipáticas perante a população, mas são necessárias, afirma. O recolhimento de aparelhos celulares, por exemplo é uma delas. Octaviani disse que ainda não tem o número exato de telefones que devem ser desativados ou remanejados mas é uma situação preocupante.

Algumas medidas, segundo Octaviani, dizem respeito a coisas básicas como torneiras com vazamento. São coisinhas pequenas mas que têm que ser resolvidas, afinal é água indo embora.

Entidades

O não-repasse de verba devida ao Conselho Municipal de Assistência Social é muito preocupante, segundo a presidente do Conselho, Norá Franco da Riva. Ela afirma que ao longo de todo ano os repasses não foram efetuados conforme se previa, fato que motivou, inclusive, nos últimos meses do ano, a interferência do Ministério Público, quando foi firmado um acordo com o promotor onde o então prefeito Condi se comprometia a fazer o repasse. Mesmo diante da interferência do promotor Júlio César Palhares, o repasse não foi efetuado em sua totalidade.

Como explicou Norá, o não-repasse tem deixado as oito entidades assistenciais cadastradas no Conselho, em situação muito delicada uma vez que a verba, apesar de pequena, é fundamental para ajudar na manutenção das mesmas.

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