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PT Cruiser chega em janeiro

André Tomazela
| Tempo de leitura: 4 min

É uma pena que no Brasil ele custe tão caro: cerca de R$ 73 mil. Se comparado ao preço nos Estados Unidos, onde sai por US$ 19 mil, o preço no Brasil chega a ser exorbitante. Lá o preço do PT Cruiser é semelhante aos de carros médios como o VW Jetta (o Bora daqui) e o Ford Focus, por exemplo. Desde o seu lançamento, em janeiro do ano passado, ele já vendeu 46 mil unidades nos Estados Unidos. E os compradores são, na sua grande maioria, jovens de 25 a 35 anos.

Aqui no Brasil o preço alto o fará disputar com modelos médio de luxo como, por exemplo, o sedã Audi A4 ou uma minivan Mitsubishi Space Wagon, que são modelos de categoria e equipamentos superiores. No mesmo estilo retrô, o New Beetle da Volkswagen sai muito mais barato, por cerca de R$ 21 mil.

O estilo é tudo

Mas o estilo retrô do PT Cruiser é um dos trunfos do modelo. Não é baseado em apenas um carro antigo, como o New Beetle e sim uma mistura de características de vários modelos de série dos anos 40 e 50 do século passado. Se parece um pouco com o Chevrolet 38 ou até mesmo com o Cruiser dos anos 40, da própria Chrysler.

No Salão do Automóvel de São Paulo, entre os 300 modelos expostos, foi, com toda a certeza, o carro que mais chamou atenção e o mais comentado pelo público visitante.

De acordo com assessoria de comunicação da Chrysler, o PT Cruiser foi baseado nos antigos hot hods americanos, com carroceria de carro antigo e motor V8. A diferença no PT Cruiser é que o motor não é um V8 e sim de quatro cilindro em linha.

O que mais impressiona visualmente num PT Cruiser é a ousadia das linhas externas, que é suavizada em seu interior. O painel de plástico é da mesma cor da lataria (se o carro for de cores fortes, a parte interna vira um show de cores). Os bancos dianteiros são de couro macio. Ar condicionado, rádio com CD player e piloto automático são equipamentos de série, que constam somente na versão top de linha (Limited Edition), a única que a Chrysler está trazendo ao Brasil.

Dimensões internas

Tanto para condutor e co-piloto como para quem vai atrás, o modelo oferece bom espaço interno. Espaço para cabeças e pernas são beneficiados pelo seu desenho com capota alta. Versatilidade também é marca interna do PT Cruiser: os bancos podem ser modulados em até 26 combinações. Outra vantagem é que os bancos são removíveis, aumentando, assim, o volume disponível para cargas. Além disso, dá para rebater o encosto dianteiro do passageiro, formando um local de apoio para laptops e outros equipamentos eletrônicos. Já a tampa do porta malas pode se transformar numa mesinha, prática para viagens desestressantes do tipo piquenique no campo ou na beira de um rio, por exemplo. O modelo também pode ser considerado uma minivan, característica comprovada pelo seu porta malas de 326 litros, que vai até a altura do banco. O volume é suficiente para abrigar três grandes malas e algumas outras mochilas. Para viagens em família, o PT Cruiser parece ser um carro ideal.

Outra característica que o aproxima de minivan é o bom desempenho do motor de quatro cilindros em linha 2.0 litro 16 V com 140 cavalos. Há duas características no entanto, que prejudicam um pouquinho o desempenho do motor: seu peso que chaga a 1366 kg e câmbio automático de quatro marchas que é um pouco lerdo. A aceleração do PT Cruiser também é muito demorada. Leva 13,68 segundos para acelerar de 0 a 100 Km/h. Pontos positivos

Facilidade para manobrar o carro, que é um requisito básico, cuja ausência é a reclamação principal do público feminino, é uma marca do modelo, que vem com direção hidráulica macia. A visibilidade para a frente do carro também é muito boa. De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, o designer Bryan Nesbitt desenhou um carro para ser pequeno mas que conferisse a mesma sensação de segurança e domínio do volante que é sentida quando se dirige um poderoso veículo utilitário esportivo, do tipo do Mitsubishi Pajero Full ou do Rav 4 da Toyota, por exemplo. Para conferir essas características a solução foi elevar a posição dos bancos dianteiros. Outra exigência da Chrysler era deixar fácil e confortável a entrada e a saída do carro, característica contemplada pelas portas altas e amplas da traseira, principalmente.

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