A tão necessária lei, determinando a instituição de um tempo máximo de espera para atendimento nas agências bancárias, encontra-se em vigor desde o 23 de novembro que o tempo levou e já se perdeu no espaço. Entrou em vigor legalmente, mas sem a executação devida e imperiosa, porquanto ainda se topam em quase todas elas - as agências - filas de tamanhos elásticos, tanto que, embora com algum abuso de definição filológica, poder-se-ia se preciso classificá-las até de quilométricas. Na verdade, ainda que seus usuários apresentassem protestos, sem dúvida justificáveis, estiveram os bancos fazendo vistas grossas às determinações legislativas e, dessa forma, dir-se-ia atrasando a vida diária do povão, fala-se povão porque hoje em dia quase todo mundo, até mesmo certa faixa de menos aquinhoados, utiliza-se dos serviços bancários social ou profissionalmente, pagando ou recebendo em seus guichês por exigências de algum compromisso particular ou oficial. Acontece, porém, que um dia a coisa teria de mudar. E agora, finalmente, decidiu a Secretaria Municipal de Planejamento fazer valer aquilo que a lei lhe autoriza realizar efetivamente. Por isso, está autorizando o público a reclamar, oficialmente, quando a deficiência lhe bater na testa, roubando-lhe nesgas de tempo assás precioso. Em 15 minutos o usuário terá de ser atendido durante os dias normais e, em 30, naqueles dias de pico, como os que antecedem ou sucedem feriados prolongados. Quem desobedecer será acionado irrevogavelmente. Isto se o usuário registrar a imprescindível queixa na Secretaria, pelo que não pode ele esquecer-se desse direito. Tenha, então, a população bauruense, calma e esperança para que possa, finalmente, ver solucionada essa questão que afeta, e muito, o seu valioso cotidiano, já que, além de perda de tempo, tem também que acorrer ao custeio dos minutos e horas do estacionamento de seus veículos, quando não tem oportunidade de situá-los em pontos distantes dos estabelecimentos, ou seja, em locais livres e desembaraçados de quaisquer ônus. Contudo, pergunta o público: será que de agora em diante as bichas longas e arrastadiças desaparecerão mesmo do cenário? Além da fiscalização dos usuários haverá também a da Seplan ou até do pessoal bancário para seu pleno cumprimento? Sem isso pode ser que o problema não bata asas... É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)
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