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Dise apreende maconha em Operação Periferia

Redação
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A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru, dando seqüência à Operação Periferia, iniciada no início do segundo semestre do ano passado, apreendeu um tijolo de 100 gramas de maconha e nove pedras de crack no Núcleo Octávio Rasi. A apreensão foi feita ontem pela manhã, numa casa da quadra 1 da rua Guilherme Turim.

O morador da casa, o mecânico J.S. (só iniciais divulgadas pela polícia), assumiu a propriedade das drogas e foi autuado em flagrante por tráfico de entorpecentes, sendo encaminhado à Cadeia Pública de Bauru. De acordo com o delegado-titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos, o crack estava embalado, pronto para venda. Já a maconha estava em um único invólucro.

Se condenado, o rapaz poderá pegar de três a 15 anos de prisão. O objetivo da Operação Periferia, que já resultou em cerca de dez flagrantes, é combater o tráfico de drogas na periferia e, assim, prevenir outros crimes, principalmente furtos e roubos, de acordo com José Henrique.

Ele explicou que o consumidor em potencial de drogas vendidas na periferia são adolescentes de baixa renda que, para sustentar o vício, acabam cometendo delitos como furtos e roubos. Com a Operação Periferia, a Dise faz a repressão ao tráfico, ao prender quem comercializa drogas, e faz a prevenção de outros delitos, disse.

A apreensão de ontem, como grande parte das realizadas pela Dise, ocorreu graças à denúncia anônima. O denunciante informou que na casa de J.S. ocorria tráfico de drogas. De posse da informação, os policiais da Dise foram até o local, fazendo o flagrante.

Ainda de acordo com o delegado-titular da Dise, à primeira vista pode se achar que a quantidade de drogas vendida na periferia é pequena. No entanto, como droga é um produto de alta rotatividade, uma quantidade apreendida ontem - 9 pedras de crack e 100 gramas de maconha - pode ser vendida em um único dia. Por mês, segundo estimativa da Dise, em pontos como o descoberto ontem, podem ser vendidas até 300 pedras de crack e de dois a três quilos de maconha.

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