A criança desperta no pai o lado da pureza, da leveza e da tranqüilidade da vida. Qualquer gesto é motivo de alegria e brincadeira. Esta é a opinião da psicóloga Andréia Georges. Segundo ela, a mudança de hábito do pai ajuda a aliviar as tensões diárias. O pai vai ser beneficiado saindo da rotina. Ele vai passear mais e curtir tomar um sorvete em plena tarde ao lado do filho (a). Vai reviver a infância ao freqüentar um parque de diversões ou circo. É muito bom para o adulto essa convivência mais íntima com a criança. Para a criança, um simples gesto já é motivo para uma farra, uma alegria, explicou.
A psicóloga frisa que a relação com a família é superimportante. Quando os pais são separados e o filho (a) fica com um deles de forma mais permanente, nada mais saudável que nas férias ele (a) tenha a oportunidade de passar um tempo mais contínuo com o outro. Faz bem para a criança e para o adulto, disse.
É bem verdade que exercer o papel de pai e mãe não é muito fácil para o homem brasileiro. Os homens foram criados para ser o provedor. Aquele que trabalha. A criação dos filhos, até pouco tempo, era obrigação exclusiva das mulheres. Atualmente, os homens estão participando mais e isso só enriquece. Muitos não estão preparados para expor seu lado afetivo. É uma questão cultural.
Para o homem receber o filho em casa é uma caixa de surpresa. Como ele não convive diariamente com a criança, pode encontrar dificuldades. A criança chega com novas idéias, mais velha e, muitas vezes, assusta o pai que não sabe lidar com a nova situação. A melhor saída é pedir ajuda, orientou.
A psicóloga acha normal que o pai peça ajuda a sua mãe, irmã e até para a nova mulher, se for o caso. Ele pode recorrer a uma pessoa mais experiente no assunto. A convivência da criança do a família dele é importante, seja com a avó, tios, tias e primos.