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Carne animal pode ser substituída

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 5 min

Animais criados em autênticas fábricas onde os alimentam dia e noite à base de rações, hormônios e resíduos, mantendo-os fechados em condições deploráveis, entre grades e sem luz natural são substituíveis aos criados de forma convencional.

A alimentação vegetariana inibe o cancro do cólon. Assim como a menor ingestão de gorduras e colesterol previne doenças coronárias, o cancro da mama, ovários e útero.

A carne está cheia de substâncias nocivas à saúde. Isto porque os animais recebem hormônios e antibióticos que ficam retidos na sua carne uma vez mortos. Para além disso, o prolongado período que às vezes passa desde o matadouro até a carne ser posta à venda permite a multiplicação de certas bactérias.

A produção de carne alimenta poucos à custa de muitos. O cereal que se podia destinar a consumo humano usa-se para alimentar animais, que só devolvem em parte as proteínas consumidas. Hoje em dia só cerca de 20 % da população mundial se alimenta bem.

A destruição da Selva Amazônica é, em grande parte, devido à necessidade de terras para a produção de carne. Nos Estados Unidos, metade do solo cultivável é utilizado para alimentos de animais, e os países desenvolvidos importam proteínas vegetais de países pobres para produzir carne.

Proteínas, lipídios e carboidratos: quanto você precisa ingerir por dia?

A cada dia o organismo necessita de uma quantidade balanceada dos chamados macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos), existindo recomendações das quotas diárias a serem cumpridas.

Os carboidratos são também conhecidos como hidratos de carbono, glicídios ou açúcares (termo não muito científico). Os lipídios são as gorduras.

A Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) recomenda que as calorias ingeridas diariamente estejam assim dividas:

Nutrientes SBAN Proteínas 10-12% Carboidratos 60-70% Lipídios 20-25%

Para se calcular as suas necessidades diárias de proteínas, lipídios e carboidratos, inicialmente é necessário se estabelecer o Gasto Energético Total (GET), também chamado de Valor Calórico Total (VCT), que corresponde às necessidades energéticas diárias de um indivíduo, expresso em kilocalorias (Kcal). Ele varia segundo a idade, peso, altura e nível de atividade física e considera a presença ou não de alguma doença, e varia também em situações fisiológicas como na gravidez e lactação. Existem diversos métodos de cálculo do GET. O Harris-Benedict, define primeiro a Taxa de Metabolismo Basal, e aplicando-se o nível de atividade física de cada um.

Com o GET calculado, dividimos as calorias necessárias entre os macronutrientes.

Para isso considera-se que:

Macronutriente Kcal/g Proteína 4 Lipídio 9 Carboidrato 4

O cálculo aqui realizado é apenas uma estimativa, não visando determinar com precisão as suas necessidades, lembrando que o método apresenta uma variação em torno de 20%. Somente um nutricionista é capaz de avaliar completa e corretamente suas necessidades.

O uso desta fórmula não é muito adequado para crianças, idosos, indivíduos desnutridos ou muito obesos. As mulheres grávidas apresentam uma necessidade energética de até 300 Kcal a mais por dia; aquelas que estão amamentando, até 500 kcal a mais, com quotas diferentes de proteínas, lipídios e glicídios.

Alimentos, medicamentos e suas interações

Freqüentemente é preciso lançar mão do arsenal farmacológico para tratar as mais diversas doenças, desde um resfriado ou uma dor de cabeça, passando pelas infecções, até as doenças crônicas, como o câncer, o diabetes ou a obesidade. E durante qualquer tipo de tratamento, prestar atenção às interações entre os medicamentos e os alimentos que consumimos é importante para que tanto o tratamento quanto a alimentação não sejam prejudicados.

A interação droga-nutrientes é um assunto relativamente recente e as informações a respeito ainda são um pouco escassas, mas vêm crescendo nos últimos tempos. O tema é de interesse tanto dos médicos como dos nutricionistas, bem como dos pacientes. Sobretudo nos tratamentos longos, um acompanhamento nutricional pode ser desejável, pois é fato que, assim como os efeitos (terapêuticos e adversos) das drogas podem ser afetados pela dieta ou pelo estado nutricional, a administração de drogas pode também, como consequência final, afetar o estado nutricional da pessoa.

Contudo, esse artigo não visa ser um inventário das interações droga-nutriente já conhecidas, pois a assunto é complexo e longo; visa, isto sim, esclarecer os tipos de interações que podem ocorrer e seus exemplos mais comuns, seus fatores de risco e os mecanismos gerais envolvidos, de modo a dar o leitor um panorama geral e torná-lo mais atento a sua alimentação nos momentos em que precisa se medicar.

Tipos e fatores de risco

As interações droga-nutriente são muito comuns e podem ocorrem em vários níveis: na ingestão do alimento, na absorção da droga ou do nutriente, no transporte por proteínas plasmáticas, durante os processos de metabolização e de excreção. As consequências indesejáveis dessas interações podem ser a deterioração do estado nutricional, a redução ou exacerbação do efeito terapêutico ou o aumento da toxicidade da droga. Entretanto, há alguns fatores de risco que tornam essas interações mais previsíveis. O problema é mais freqüente no caso das doenças crônicas, nas quais a desnutrição causada pelo uso de drogas é comum. E essa desnutrição ocorre com mais freqüência em pacientes que já tenham histórico recente de deficiência energética ou de algum nutriente específico. Outro fator que potencializa a interação entre drogas e nutrientes é o consumo simultâneo de vários medicamentos. A composição orgânica do indivíduo também influencia a resposta a uma droga, sendo comum por exemplo, o acúmulo de drogas lipossolúveis no tecido adiposo. De modo geral, pode-se dizer que as populações de risco para esse tipo de interação são, em primeiro lugar, os idosos e os pacientes de doenças crônicas, seguidos das mulheres grávidas, dos lactantes e dos fetos em desenvolvimento.

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