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Alimentação é interação entre yin e yang

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 4 min

A macrobiótica é uma atitude de vida a qual, através da adaptação do padrão alimentar, pode-se ter também uma influência sobre doenças e saúde

A macrobiótica baseia-se na filosofia oriental, tal como a acupuntura. Tem como princípio que todo o mundo, incluindo o homem, está permanentemente em mudança pela interação de duas energias universais: yin e yang. Segundo a macrobiótica, a pessoa tem possibilidades para, através da alimentação, viver em harmonia com este mundo. Qualquer produto alimentar tem um caráter yin e yang.

Os conselhos alimentares macrobióticos baseiam-se no consumo de cereais integrais, produtos à base de cereais e legumes, completado com leguminosas e fruta. Tudo isto, tanto quanto possível, proveniente de culturas biológicas. De preferência produtos que crescem naturalmente no seu ambiente e que são da época. Desaconselham-se, entre outros, açúcar refinado, medicamentos, café, drogas e álcool, laticínios, carne, ovos e frutos, legumes ou ervas exóticas. É dada especial atenção à preparação e ao comer da refeição. Existem, em Portugal, vários produtos naturais/homeopáticos/ervas que são de uso generalizado entre pessoas com o vírus HIV, como suplementos vitamínicos e de purificação do organismo a nível do sangue e como reforço do sistema imunológico.

Mastigação e Nutrição

Muito se tem estudado sobre a influência da mastigação sobre a nutrição. A questão central entre mastigação e nutrição reside no fato de que, se o indivíduo não possui dentes suficientes, os alimentos não são mastigados adequadamente e o alimento é ingerido sem a trituração necessária. Este fato poderia acarretar ao indivíduo uma baixa ingestão de nutrientes essenciais? Esta é uma resposta que se faz necessária, pois, como é sabido, a perda gradual dos dentes é um fato à medida que o indivíduo envelhece. E mesmo a falta de alguns poucos dentes já torna a mastigação comprometida.

Como se processam a mastigação e a deglutição

É importante tecer considerações sobre a mastigação e como se processa a deglutição dos alimentos. Os incisivos e caninos, são dentes anteriores e cortam os alimentos. Os pré-molares e molares, são dentes posteriores e trituram os alimentos. Para que a mastigação ocorra, músculos como o masséter e o pterigoídeo interno entram neste processo de movimentação da mandíbula (maxilar inferior). Estes músculos localizam-se, respectivamente, na parte externa e interna da mandíbula. O alimento sólido é misturado com a saliva, que contém um componente mucoso, e facilita a suavidade da progressão do alimento. Na ausência de secreção salivar, a deglutição só é possível para os alimentos líquidos ou semilíquidos. A fase da mastigação é voluntária (o indivíduo a realiza por vontade própria). A fase da deglutição é involuntária (independe da vontade do indivíduo). A fase voluntária, que é a mastigação, começa quando o indivíduo considera que a consistência da massa alimentar está adequada à deglutição. Tendo tomado esta decisão ele põe os dentes do maxilar inferior com os do superior e fixa a base da língua contraindo os músculos. Então, o bolo alimentar, mastigado é movido para trás, pela elevação da ponta da língua. Quando o alimento atinge a faringe (garganta), é iniciada a fase involuntária em que o alimento é deglutido em direção ao esôfago e estômago. Movimentos do esôfago, chamados de movimentos peristálticos, levam o alimento do esôfago para o estômago.

As evidências científicas

Um estudo da Universidade de Iowa, EUA, mostrou que a perda dos dentes influencia a eficiência e a função mastigatória. Um outro estudo, da Universidade de Boston, EUA, examinou a ingestão nutriente em relação ao número de dentes, tipo de prótese e função mastigatória entre 638 homens. Foi encontrado que as ingestões nutrientes de calorias ajustadas diminuía com o status prejudicado da dentição.

O Estudo de Saúde Bucal e Nutrição, em Boston, EUA mostrou que pessoas que usavam próteses consumiam carboidratos e sucrose mais refinados. À medida que o número de dentes diminuía, fibras e cálcio também diminuíam, enquanto o colesterol subia. Estes fatores podem ter uma implicação significativa para a saúde geral. De acordo com estudo feito por equipe da Universidade de Genebra, Suíça, a má nutrição em idosos hospitalizados está primariamente associada com a perda recente de dentes ou falta de apetite.

A dieta de indivíduos com dentes tenderam a ser superior à dos indivíduos desdentados, como indicado por um consumo mais baixo de gordura e colesterol e um consumo mais alto de proteína e todas as vitaminas e minerais (significativamente, ou quase, pela vitamina A, ácido ascórbico, cálcio e riboflavina).

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