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Empresas encaram o projeto com cautela

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O projeto de lei de autoria do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) que cria o passe-integração em Bauru é encarado com cautela pelas empresas operadoras do sistema de transporte coletivo do Município. Segundo o diretor da Cidade Sem Limites, Hélio Meneghin, o custo financeiro de implantação do passe-integração será elevado para as operadoras.

Ele calcula que a instalação das catracas eletrônicas nos coletivos não sairá por menos de US$ 7 mil a unidade, ou seja cerca de R$ 14 mil. Antes de dar uma opinião definitiva sobre a viabilidade do sistema, Meneghin sugere que Agostinho, os representantes das três empresas, da Prefeitura e da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) conheçam as cidades nas quais o passe-integração já foi implantado, como Maringá, Ribeirão Preto e Goiânia.

O passe-integração é uma coisa muito nova. Gostaria, primeiro, ver de perto como o sistema funciona nessas cidades. O diretor da Cidade Sem Limites concorda com o vereador quando ele diz que não há necessidade de se construir um terminal de passageiros para viabilizar o projeto. Se o sistema for implantado com cartão magnético, não haverá a necessidade do terminal.

O diretor da Baurutrans, Luiz Antonio Cavallaro, também vê a proposta do peemedebista com cautela. Segundo ele, atualmente 80% das linhas de ônibus já estão integradas. São linhas diametrais, ou seja, o ônibus sai de um bairro, passa pelo centro da cidade e segue para outro bairro, explica.

Para implantar o passe-integração, Cavallaro avalia que a administração terá que adotar as linhas radiais, que são aquelas que cumprem o itinerário bairro-centro-bairro, sem prolongar viagem a outras regiões da cidade. Do jeito que está hoje, a implantação do sistema é inviável, observa.

O diretor da Baurutrans opinou também que é precipitado estipular valores a serem cobrados antes de uma avaliação mais detalhada do sistema.

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