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5,5 mil metros de fios já foram trocados em Bauru

Paulo Toledo
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A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) começou um projeto de substituição de cabos nus por cabos isolados e protegidos, numa configuração de rede mais compacta para a área urbana, que visa reduzir as interrupções de energia em razão de curtos provocados pelos ventos e outras ações na natureza. O programa, que teve seu projeto piloto desenvolvido em Bauru, num investimento de R$ 350 mil, agora será implementado em outras cidades da área de concessão da Paulista.

Wilson Maldonado Júnior, gerente de Serviços de Campo da Região Noroeste, sediada em Bauru, disse que a empresa está encerrando uma história de décadas, ao substituir o padrão antigo por novas normas e padrões técnicos de redes primárias, classe 15 KV (tensão de 13.800 volts), e de rede secundária (tensão - 220/127 volts). O objetivo é reduzir drasticamente a taxa de falha das redes. Além disso, esse tipo de fiação tem uma coexistência muito melhor com a arborização.

Em Bauru, foram instalados, ainda no ano passado, 5,5 mil metros de redes primárias, nos circuitos da subestação Estoril, em um investimento da ordem de R$ 350 mil. De acordo com Maldonado Jr., tal medida reduziu as interrupções de energia elétrica na região atendida por aquela subestação, possibilitando um maior conforto para os consumidores.

Para este ano, a CPFL deverá investir mais R$ 540 mil em reformas de setores secundários (tensão - 220/127 V), sendo que cerca de R$ 90 mil será nesse novo padrão, além da manutenção sistemática que é feita periodicamente. De acordo com o gerente, o trabalho será realizado, prioritariamente, nas regiões da cidade nas quais estão os consumidores mais importantes, como, por exemplo, o Centro da cidade, na região bancária.

Em 2001, Bauru não deve ter a fiação de mais nenhuma área de rede primária substituída, já que esse investimento deve realizado em toda a área de concessão da CPFL, nos próximos anos.

A expectativa é, gradativamente, à medida da disseminação desse novo padrão, reduzir a taxa de falha histórica dessas redes, de 82 falhas por ano para cada 100 Km, para algo entre cinco e dez falhas por ano para cada 100 km. Outra vantagem é referente ao aspecto ambiental. De acordo com Maldonado Jr., o volume das podas de árvores será minimizado, dada a compactação das redes, sem mencionar o aspecto estético, que é sensivelmente mais favorável.

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