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Bauruense tenta patrocínio para manter título nacional

Rodrigo Figueiredo
| Tempo de leitura: 2 min

Menos de R$500,00 por mês separam o bauruense Augusto Bertone Figueiredo, de apenas 12 anos, de um futuro promissor no tênis de mesa nacional. Primeiro colocado no ranking brasileiro da categoria mirim em 2000, o mesatenista procura patrocinador para manter o nível de seus treinamentos neste ano.

Na última temporada, treinando com a seleção brasileira em Piracicaba - um dos principais pólos do esporte no País - o bauruense conquistou quase todos os títulos possíveis em sua categoria, onde já havia sido campeão no Top 12 em 1999. Nas seis etapas do circuito brasileiro de 2000, Figueiredo participou das cinco primeiras, terminando a primeira em 5º, a segunda em 2º e as três seguintes em 1º lugar. Na última etapa, em Porto Alegre, não pôde participar por falta de dinheiro, mesmo assim terminou o ano na liderança do ranking. Do circuito paulista, disputou apenas uma das 12 etapas, e saiu vencedor. Além disso, nos campeonatos regionais em Piracicaba, venceu três vezes na categoria infantil (13-14 anos) e três vezes na categoria juvenil (15-17 anos). Para completar, no Regional, ainda ficou em 3º lugar na categoria 17-19 anos.

Neste ano, por falta de condições financeiras, o bauruense pode ter os seus treinamentos prejudicados. No ano passado eu morei em Piracicaba por conta própria e treinei com o técnico da seleção brasileira de menores, Paulo Francisco Camargo, conseguindo grandes resultados. Mas neste ano, só com a ajuda da minha família, não poderei treinar lá, lamenta o mesatenista. Figueiredo explica que, por mês, gasta cerca de R$500,00 com a troca de borrachas das raquetes, viagens, alimentação, hospedagem e inscrição em campeonatos. Quero disputar todas as etapas do Brasileiro e do Paulista este ano tendo o apoio de um patrocinador, frisa.

Ainda garoto, mas já com fibra de campeão, Figueiredo garante que seu maior objetivo é ser campeão olímpico. Mas por enquanto um patrocinador é tudo o que eu preciso, garante, ciente de que precisa estar treinando nos principais pólos do tênis de mesa para continuar conquistando os títulos na carreira. Se treinar só em Bauru, não vou manter o mesmo nível dos jogadores tops, diz.

Fã incondicional do sueco Jan Ove Waldner - campeão olímpico em Atlanta, 2 vezes campeão mundial (uma delas sem perder um set sequer) e 12 vezes campeão da Europa -, o bauruense diz treinar quatro horas diárias, além de cuidar do preparo físico. Em Bauru, treina duas horas no BAC e duas horas na Nipo, com o professor Marcus Vinícius da Silva. Mas isso não é o ideal. Quero estar treinando e disputando torneios com os jogadores mais fortes, só assim poderei manter o alto nível de meu tênis de mesa, conclui.

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