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Socil fecha sua fábrica em Bauru

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Empresa encerra suas atividades na cidade, demitindo 53 funcionários. Sindicato teme pela recolocação dessas pessoas

A Socil GuyomarcH, empresa especializada na fabricação de rações para animais, encerrou as atividades da unidade industrial localizada em Bauru. Com essa decisão, 53 funcionários da companhia ficaram desempregados. A partir de agora, as atividades ficarão concentradas na fábrica de Descalvado, Interior de São Paulo.

De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da Socil, a decisão pelo fechamento dessa unidade acompanharia uma tendência das empresas industriais de concentrar investimentos para ampliar a capacidade de unidades que podem ser tornadas mais produtivas.

Dessa forma, o encerramento das operações locais teria sido a solução mais adequada, na análise da empresa. Em Bauru, será mantida a sede da gerência comercial da região Centro-Sul.

A Assessoria de Imprensa da Socil também informou que a empresa adotou um programa especial de benefícios para todos os empregados da unidade desativada. Eles seriam, segundo a Assessoria, amparados por um conjunto de medidas destinadas a atenuar e superar o impacto do desligamento. Indenizações adicionais em dinheiro e um programa de transição profissional já contratado e em processo de implantação fazem parte das medidas.

Para o presidente do Sindicato da Alimentação de Bauru, Antonio Carlos de Oliveira Mateus (o Pardal), trata-se de uma grande perda para a cidade. Para os ex-funcionários, Pardal diz que a recolocação deles no mercado de trabalho será difícil.

O fechamento da Socil é uma grande perda para a cidade e, principalmente, para os ex-funcionários. Acredito que o maior desafio, agora, será conseguir a recolocação dessas 53 pessoas, apesar da boa-vontade que a empresa está demonstrando com o programa de transição. A maioria dos demitidos já tem idade avançada e não possui escolaridade. As indústrias de alta tecnologia exigem mão-de-obra qualificada. Além disso, nessas indústrias a reciclagem de pessoal não acontece da noite para o dia, observa Pardal.

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