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Corte de árvores no HB gera polêmica

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

As árvores estavam sendo derrubadas para dar lugar à construção de um banco de sangue. Motosserra foi apreendida

O corte de algumas das árvores localizadas no estacionamento do Hospital de Base, ontem à tarde, para dar espaço à construção de um prédio para abrigar o banco de sangue, gerou revolta entre funcionários e polêmica entre entidades ambientais. Alguns funcionários tentaram impedir a derrubada das árvores e acionaram a Polícia Florestal, que apreendeu a motosserra por falta de registro.

Para a Polícia Florestal, não há impedimento legal para o corte das árvores, já que se trata de terreno particular. No entanto, o Instituto Ambiental Vidágua acha que o ato pode ser enquadrado como um crime ambiental e está providenciando o encaminhamento do caso ao Ministério Público, para que as responsabilidades sejam apuradas.

Vários funcionários do hospital foram contra o corte das árvores, argumentando que as plantas faziam sombra para os veículos estacionados no local. Também disseram que tanto eles quanto pacientes descansavam à sombra das árvores.

Além do Vidágua e da Polícia Florestal, o Ibama também foi acionado para verificar o corte das árvores.

De acordo com Rodrigo Agostinho, membro do Vidágua, ao todo eram três mangueiras, uma sibipiruna, dois flamboyants e duas figueiras, estas últimas com mais de 100 anos de vida, datando da época de fundação da cidade e do HB.

A Polícia Florestal realizou um auto de exibição e apreensão da motossera, já que seu proprietário não portava o registro, não estando atualizado com a licença de porte e uso, uma exigência da legislação federal.

A lei 9605, de fevereiro de 1998, relativa aos crimes ambientais, proíbe o comércio e a utilização de motosserra sem o respectivo registro. Ontem, somente algumas árvores foram derrubadas.

O presidente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), entidade que mantém o Hospital de Base, Joseph Saab, alegou que as árvores estão sendo cortadas porque Bauru recebeu do governo federal verba para um banco de sangue.

O valor recebido do governo teria sido de R$ 1,2 milhão. Para fazer um banco de sangue, tem que cortar árvore. Entre três ou quatro árvores e o banco de sangue, eu acho que Bauru só tem a ganhar com o hemocentro, disse Saab.

Na outra ocasião em que cortamos algumas árvores para fazer o prédio de ressonância magnética, a Prefeitura disse que em propriedade privada não há problema. Desta vez, não pedimos à Semma (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) por isso. Além disso, as árvores foram plantadas, não são nativas, acrescentou.

De acordo com o presidente da AHB, os dois funcionários que estavam cortando as árvores foram contratados pela empresa que ganhou a licitação para realizar a obra.

Saab afirmou que as obras para a construção do hemocentro deveriam ter tido início no dia 2 de janeiro. Agora, resta limpar a área para começar. Temos a previsão de terminar o hemocentro em nove meses, conta Saab.

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