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Prisões levam a novas adaptações

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Pequenos traficantes ganham espaço à medida que os grandes são detidos. Viciado também procuram novos fornecedores

O tráfico de entorpecente não está concentrado em um local específico na cidade, garante o delegado titular da Dise/Bauru, José Henrique Gomes dos Santos. O tráfico está presente em todos os locais e em todos os segmentos da sociedade.

Com a prisão de alguns traficantes considerados de grande porte, Santos acredita que os pequenos traficantes, que agiam mais em pontos periféricos estão ganhando espaço. Estamos atentos a isso e agimos contra eles para que eles não cresçam.Os viciados estão procurando outros pontos de venda para adquirir a droga. Sabemos que há uma migração. Os viciados da Zona Sul procuram a periferia para adquirir o entorpecente quando ele não está disponível próximo a ele.

A periferia, segundo José Henrique Gomes dos Santos tem recebido tratamento especial na Dise. Por esse e outros motivos estamos investindo mais na periferia. Fazemos a repressão ao tráfico e ao mesmo tempo à prevenção a outros crimes.

O consumidor de drogas que não consegue sustentar o vício acaba se envolvendo com outro tipos de crime. São jovens com idade entre 18 e 25 anos. Ele é viciado e precisa da droga. Não tendo dinheiro, ele parte para praticar pequenos furtos dentro da própria residência e posteriormente, fora dela. Alguns se envolvem até, com crimes mais graves, como a lesão corporal, homicídios e crimes sexuais, especialmente se estiverem sob efeito do entorpecente.

Prevenção & repressão

A Dise atua em duas frentes marcantes, segundo o titular. A preventiva e a repressiva. A preventiva tem a finalidade específica de alertar crianças, adolescentes e adultos sobre os perigos e riscos dos envolvimentos com entorpecentes.

Na prevenção, de acordo com Santos, no último semestre foram feitas inúmeras palestras. Em escolas, em empresas públicas e privadas, especialmente na semana de prevenção de acidentes,uma vez que promove o impedimento de danos físicos a pessoas e danos patrimoniais às empresas.

Nas escolas, a Dise fez palestras num trabalho em parceria com a Instituição Toledo de Ensino (ITE). Assumimos a Dise no ínicio do segundo semestre do ano passado e colocamos em prática esse trabalho de prevenção. Temos percebido que tem sido bem aceito.

Dentre as empresas que contaram com as palestras da Dise, Santos destaca: Os funcionários da Novoeste foram alertados, através de palestras, sobre o tráfico. Para o delegado, havia uma tradição de dizer que a droga chegava através da ferrovia. Hoje o narcotráfico é realizado de avião, existem várias pistas no Estado, inclusive a Dise tem o mapeamento de todas as pistas aqui na região. Rotineiramente fazemos checagem dos aviões que fazem aterrissagem por aqui.

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