Um grupo de 40 pessoas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do câmpus de Bauru, formado por professores e estudantes, vai participar do Fórum Mundial Social, evento que será realizado em Porto Alegre, de 25 a 30 deste mês. O encontro vai reunir na Capital gaúcha representantes de vários países para discutir temas relacionados à justiça social e meio ambiente, entre outros.
A intenção dos organizadores é promover um contraponto ao fórum econômico que estará acontecendo no mesmo período, em Davos, na Suíça, do qual participarão organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e representantes de grandes corporações econômicas. A comitiva da Unesp vai participar com uma oficina, cuja tema é Universidade Pública e Participação Popular.
Segundo o estudante de jornalismo Roberto Della Santa Barros, a participação da Unesp no evento se divide em cinco subgrupos. São eles: Comunicação Popular e Protagonismo Social (sob sua orientação), Educação: Utopia Contra-Ideologia (coordenado pelo professor Geraldo Bérgamo), Classes Populares e Universidade Pública: Resistência e Construção da Contra-Hegemonia Popular (coordenado pela professora Sueli Terezinha), Direitos Humanos e Cidadania (coordenado pelo professor Clodoaldo Meneguelo Cardoso), Urbanismo Popular: Plano Diretor de Bairros (coordenado pelo professor José Xaides).
Câmara Municipal
A Câmara Municipal também vai enviar representante ao Fórum Social Mundial. A vereadora Majô Jandreice (PC do B) informou ontem que participará do evento representando o Poder Legislativo. Sua participação será no Fórum de Parlamentares. Ela pretende levar ao encontro experiências que deram certo em Bauru, como a do Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos à Infância (Crami), comandado pela Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino (ITE).
O serviço oferecido pelo Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam) - órgão municipal - também está na lista da vereadora. Segundo ela, o Ciam é uma experiência que de certo em Bauru. Implantado na gestão do ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB), o centro atende mulheres que sofrem violência doméstica a partir dos 14 anos. Desde que foi fundado, em 1985, já passaram pelo Ciam cerca de 4 mil mulheres.