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Adolescente morto pela PM é exumado

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A exumação foi feita a pedido do delegado que investiga o caso, para esclarecer se o menor tinha marcas de algemas

O corpo do adolescente H.R.S., 16 anos, morto em uma troca de tiros entre policiais militares no Parque Jaraguá, na semana passada, foi exumado ontem. A exumação do corpo, enterrado no Cemitério do Jardim Redentor, foi feita a pedido do delegado Ronaldo Divino, do 1.º Distrito Policial, que preside o inquérito que apura as circunstâncias da morte do menor. O laudo da exumação deve ser divulgado em dez dias.

Divino explicou que pediu a exumação para confirmar se H.R.S. tinha ou não marcas de algemas nos pulsos, fato alegado pelos familiares do adolescente. Familiares ouvidos pelo delegado contestaram a versão da Polícia Militar, de que o menor começou a atirar ao perceber que estava cercado, levando os policiais a revidar.

A família afirma que o adolescente tinha marcas de algemas nos pulsos, o que comprovaria que ele não teria atirado nos policiais. De acordo com a PM, a morte de H.R.S. ocorreu após denúncia anônima de que um menor fugitivo da Febem estava andando pelas ruas do Jaraguá com uma arma. Os policiais foram até o local e localizaram dois rapazes, que fugiram ao perceber a presença da viatura.

Um deles era H.R.S. que, na versão da PM, estava armado com um revólver e passou a atirar quando percebeu que estava cercado, em uma casa abandonada. Os policiais, então, teriam revidado. O menor foi atingido por quatro tiros e morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro. Nenhum policial ficou ferido.

A exumação foi feita por médico legista do Instituto Médico Legal (IML). Conforme o delegado, o laudo deve tirar a dúvida sobre se havia ou não ferimentos nos pulsos do adolescente, ajudando a esclarecer o caso. O inquérito deve ser concluído em 30 dias, a contar da data em que foi instaurado.

H.R.S. não era fugitivo da Febem, diferente da informação recebida pela PM. Mas segundo os próprios familiares, tinha alguma semelhança física com um outro adolescente que mora no bairro e seria fugitivo da Febem.

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