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Sem escola para os filhos, mães deixam de trabalhar

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

Além de deixar crianças fora da escola, a demanda reprimida por vagas em creches implica em problema econômico para as famílias, uma vez que muitas mães são impedidas de trabalhar por não ter onde deixar seus filhos.

Esse é o caso da auxiliar de produção Sônia Aparecida Andrade Monteiro, mãe de dois filhos. O mais velho, de 7 anos, está matriculado na Emef do bairro onde mora, mas a filha de 3 anos aguarda por vaga em uma creche.

Sem vaga, não tenho onde deixar minha filha e fica difícil trabalhar. Não posso pagar uma pessoa para cuidar dela, fica muito caro. O que preciso mesmo é de uma creche, que cuide dela em tempo integral, conta Sônia.

Sem vaga na creche para a filha, Sônia arranjou uma solução provisória: matriculou a criança na Emei do bairro. O problema é que a unidade escolar atende em regime parcial. Não sei o que vou fazer a hora que terminar a aula, confessa.

Assim como a auxiliar de produção, várias mães enfrentam o problema de não ter onde deixar seus filhos. Nas creches municipais, as crianças são atendidas em período integral, recebendo quatro refeições diárias e participando de atividades de recreação e pedagógicas.

Atualmente, há 13 creches municipais em funcionamento, as quais atendem 1.220 crianças, com idade entre 4 meses e 6 anos. Mensalmente, vagas ficam abertas, sendo preenchidas logo em seguida por novos interessados.

A lista de espera das creches municipais chega a 1.333 crianças. As maiores demandas estão registradas no Jardim Ouro Verde, Vila Antartica, mutirão Leão XIII, jardim Chapadão e Vila Celina. A unidade exclusiva para filhos de servidores municipais precisaria de mais 128 vagas para atender a procura.

Nas entidades assistenciais, que oferecem atendimento em período integral ou parcial, a demanda é maior: 2.434 crianças. Essas creches operam em regime integral ou parcial, recebendo subvenção per capita do Fundo Municipal de Assistência Social e contribuições da sociedade para se manter.

No momento, o Município tem mais uma creche em construção, no Parque Santa Edwirges, e outra pronta, mas que necessita ser equipada, no Núcleo Bauru 22. Esta última deve ser entregue em 2001, de acordo com expectativa da Divisão de Creches da Sebes.

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