Uma mulher, cujo nome não foi divulgado, morreu vítima de meningite bacteriana em Bauru no último final de semana. Segundo a diretora interina do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), Heloísa Lombardi, não há motivo para a população se preocupar, uma vez que a bactéria causadora da doença não é a meningocógica (a mais grave) e não há risco de contágio.
De acordo com Heloísa, a mulher, funcionária da Universidade do Sagrado Coração (USC), viajou e quando retornou a Bauru já estava com a infecção. Permaneceu dois dias no hospital, mas não reagiu bem ao tratamento. Como a bactéria causadora da meningite que vitimou a mulher não apresenta risco de contágio, não foi preciso fazer bloqueios ou qualquer outra ação de controle, explicou a diretora interina do DSC.
Heloísa Lombardi ressaltou que casos de meningite são comuns, mas com maior incidência no inverno, quando as pessoas costumam ficar em ambientes fechados, o que favorece o contágio. Muitos casos, no entanto, têm outra doença como base, não a meningite. É o caso de pessoas soropositivas, que têm baixa produção de anticorpos.
A diretora interina do DSC contou que são poucos os casos da doença que levam à morte e que o contágio se dá por contato íntimo com secreções de nariz e garganta. Em Bauru, o número de casos está dentro da chamada evolução esperada, ou seja, quantidade esperada com base nos casos dos anos anteriores. A meningite viral, a forma mais branda da doença, é a predominante.
A meningite é uma inflamação das membranas que recobrem e protegem o sistema nervoso central - as meninges. A meningite pode ser de origem viral, adquirida depois de alguma gripe ou outra doença causada por vírus, ou de origem bacteriana.
Existem várias bactérias que podem ocasionar a meningite. Uma forma contagiosa da doença é a causada pelo meningococo, que transmite a doença pelo ar. Outra forma de contágio é o contato com a saliva de um doente. A bactéria entra no organismo pelo nariz e aloja-se no interior da garganta. Em seguida vai para a corrente sangüínea.
Os sintomas da meningite, em bebês de até um mês, são: irritabilidade, choro em excesso, febre, sonolência e moleira fica estufada. Acima desta idade: a criança ainda tem dificuldades de movimentar a cabeça. A partir dos cinco anos: febre, rigidez da nuca, dor de cabeça e vômitos em jato.