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Assunto é debatido na Internet

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 1 min

Além de e-mails, a polêmica em torno da palestra do grupo Exodus em Bauru gerou a criação de listas de discussão sobre o assunto na Internet. Os debates estão divididos entre aqueles que defendem a liberdade de expressão da psicóloga Rozangela Alves Justino e os que exigem punição, por entender que a profissional feriu resoluções do Conselho Federal de Psicologia.

O universitário Alexandro da Silva está acompanhando os debates pela Internet. Com orientação homoerótica, ele se interessa pelo assunto porque estuda psicologia. Na sua opinião, as declarações da psicóloga e de membros do grupo Exodus são equivocadas.

Ela parte de um pressuposto naturalista, que foi interessante no final do século 19 para justificar um tipo de homem ideal para os princípios burgueses. Nestes novos tempos, é impossível conceber um tipo de sujeito que corresponda à concepção social daquela época. Hoje, há contrapontos muitos mais interessantes nas teorias atuais do que os abordados pela psicóloga, opina.

Por essa razão, na avaliação de Alexandro, o discurso de Rozangela naturalmente dá margens à homofobia implícita. Todo discurso homofóbico, se você não tem conhecimento das teorias evolucionistas e de desenvolvimento da psicologia, você não acredita que se trata de preconceito, diz.

Nesse sentido, o universitário afirma que a ampliação de debates sobre questões ligadas à orientação homoerótica, seja pelas páginas do jornal ou pela Internet, é positiva. Esse burburinho foi muito bom. Quando se leva essa discusssão para a esfera pública, há a possibilidade de que outras pessoas que tenham algum tipo de preconceito sobre algo infundado sejam esclarecidas, passando a rever algum conceito negativo que têm sobre o homoerotismo, conclui Alexandro.

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