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PRONTO-SOCORRO CENTRAL

Paulo Custódio Sangiovani
| Tempo de leitura: 2 min

Ao ler o Jornal da Cidade do dia 13/1/2001, sábado, a matéria de título Paciente some do PS e reaparece no Paiva fiquei horrorizado. Arrepiou-me, porque me lembrei de um fato ocorrido há mais ou menos sete meses, quando levei o marido da minha empregada, que também tem problemas mentais, ao PS Central para ser medicado, estando o mesmo muito agitado. Expliquei todos os problemas dele ao médico e para a enfermeira que nos atendeu, inclusive levei o nome dos remédios dele, deixando na ficha o meu endereço e telefone para qualquer eventualidade. Era mais ou menos meio-dia e retornei às 18h30, depois de sair do meu serviço, junto com a esposa dele. Qual não foi a nossa surpresa quando, ao chegarmos lá, ninguém soube nos informar onde estava o paciente e o que tinha acontecido com ele. Procuraram pela ficha dele e também não encontraram. Nos disseram que houve troca de plantão às 13 horas e que o plantonista pode ter dado alta ao paciente ou o mesmo pode ter fugido do local. Ao ouvir isso, a esposa teve uma crise de choro. Eu acalmei a moça e a levei para casa para procurarmos o seu marido. Chegando lá, ele não estava e os vizinhos nos informaram que ele não havia aparecido por ali. A nossa procura durou quatro dias. Fomos ao Hospital de Base, Manoel de Abreu, Beneficência Portuguesa e umas dez vezes ao PS Central, sendo que na última vez uma auxiliar de escritório achou a ficha dele e, para surpresa nossa, disse que não havia nada escrito.

Por último, fomos ao Paiva, e chegando lá a recepcionista nos informou que o paciente estava todo esse tempo lá e que havia sido internado sim pelo Pronto-Socorro às 17h40 do mesmo dia em que eu o havia levado ao PS. O diagnóstico era de agitação psicomotora e agressividade. Nesse mesmo dia, com muita raiva por tamanho descaso pelo ser humano, voltei ao PS para falar com a diretora, dra. Marília, que, segundo os funcionários, não trabalhava à tarde. Voltei então no dia seguinte de manhã para exigir explicações e a secretária da diretora me informou que ela estava ocupada e que não poderia me atender.

Quero dizer que não chamei nenhum jornal, nem televisão, e nem fui à delegacia dar queixa porque a esposa do paciente me suplicou, temendo maus atendimentos futuros por parte do PS. Estou solidário com a família da Izabel e pergunto: onde estão o prefeito e a secretária da Saúde que não enxergam estas coisas e nem tomam providências? (Paulo Custódio Sangiovani - RG: 9.312.687)

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