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Pescaria no Rio Batalha - Cadê o Rubão?

Eurico de Oliveira
| Tempo de leitura: 2 min

Por volta do ano de 1955, seu Floriano, como era chamado, adquiriu um pequeno sítio às margens do rio Batalha, ao lado de Avaí, tendo como sócio o ex-prefeito Júlio Rocha, pai do prefeito Reinaldo Rocha.

Seu Floriano trabalhava a terra com seus filhos e em todas as tardes e finais de semana, pescavam e caçavam.

Certo dia, eles estavam pescando, quando os cachorros fizeram grande alvoroço do outro lado do rio e por certo estariam acuando alguma capivara.

Como não tinham bote, resolveram todos atravessar o rio a nado para ver de perto o que estava acontecendo e, se possível, trazer a baita.

Eu disse todos, menos um.

O Rubens, o qual ficou mais tarde conhecido como Rubão Rivaben, Rubão Supermoto e agora Rubão Toyota, não sabia nadar e não queria atravessar o rio nem ficar sozinho do lado de cá.

Decidiram então que ele iria de qualquer maneira e foi aos empurrões, pescoções, gravatas e alguns goles dágua ingeridos involuntariamente que alcançou a outra margem.

A esta altura dos acontecimentos, os cachorros já não latiam mais, pelo que todos se dispuseram a voltar a nado. Todos, menos um.

O Rubão queria descer pela margem do rio até a ponte da via Marechal Rondon e voltar pelo outro lado, cerca de dez km pelo mato, do que nadar 20 metros de volta.

Foi então que o mano-velho Flávio teve uma boa idéia.

Havia ali pertinho, o aterro de uma velha ponte que caíra há alguns anos, a qual poderia ser utilizada como trampolim, de sorte que com um bom salto daquele talude, a margem do sítio seria facilmente alcançada. Não tinha erro e ainda o resto do pessoal estaria lá embaixo esperando por ele. Rubão pensou, pensou, pensou e por fim acabou concordando, desde que o outro mano, o Edward, o corredor, saltador, o atleta da família o acompanhasse passo a passo e lado a lado.

Tudo pronto, os dois no aterro tomando grande distância e os outros lá embaixo de plantão. Do rio não dava para ver, mas pelas pedras que rolavam do aterro e pelos galhos que quebravam era certo que lá vinham os dois.

Mas apenas um deles caiu nágua, o qual foi prontamente agarrado e salvo pelos improvisados salva-vidas, mas surpresa - Não era o Rubão. Então cadê o Rubão?

Todos ficaram nervosos, está pra cá, está pra lá, pra frente, pra trás. Pra trás?

Sim, pra trás, às costas de todos e surpresa geral, o Rubão já se encontrava no sítio, enxuto, não molhara nem os pés. E ainda estava correndo.

Eurico de Oliveira, aposentado, pescador e contador de histórias

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