Um garoto de 13 anos está internado, em estado de choque, no Hospital Beneficência Portuguesa. O menino, segundo a mãe, pode ter sofrido violência física e sexual na cidade de Limeira, onde participava de um campeonato de futebol.
O nome da mãe e do adolescente serão mantidos em sigilo para evitar constrangimento para a família. A mãe, S.H.R., 33 anos, contou que seu filho, T.N.R., 13 anos, freqüentava a escola de futebol Associação Atlética Bauruense, instalada no estádio Edmundo Coube, Jardim Araruna.
No dia 12 de janeiro, com autorização prévia dela, o menor viajou para a cidade de Limeira, sob a responsabilidade do técnico do time. No final de semana, ela teria conversado com o filho, via telefone, e tudo estava bem.
No final da noite de segunda-feira, a mãe recebeu uma informação, através da mãe de outra criança, que seu filho estava passando mal. De imediato, a mãe teria ligado para o celular do motorista do ônibus que havia levado seu filho e outros garotos para participar do campeonato.
O motorista teria contado a ela que o seu filho não estava falando coisa com coisa. Ele me aconselhou a ir para Limeira imediatamente, disse ela. A mãe foi para aquela cidade e no alojamento onde os garotos estavam ela sofreu um impacto. Meu filho estava deitado em um colchão no chão, todo urinado e praticamente desacordado. Ele só chorava, disse.
O menor foi trazido para Bauru. Ele chorou de Limeira até Bauru. Aqui, ele passou por um pediatra, que pediu para que ele fosse avaliado por um psiquiatra. O psiquiatra internou ele, contou. A vítima continua internada e, além de chorar, diz: Por que fizeram isso comigo, me perdoa. Tira esse homem de perto de mim, Jesus me ajude.
Segundo a mãe, um outro menor que participava do campeonato disse que seu filho tinha jogado mal em um dos jogos. A mãe alega que lá em Limeira chegou a perguntar para o técnico o que havia acontecido. Ele me respondeu que não sabia, disse ela. A mulher registrou a queixa na Delegacia de Defesa da Mulher e pede providências. Eu quero que o caso seja investigado. Não é aceitável o que fizeram com ele, reclama. Ela suspeita que o filho tenha sofrido violência física e sexual, uma vez que apresenta escoriações.
S.H.R. disse que procurou a Imprensa para que as mães fiquem atentas. Eu autorizei a viagem do meu filho com a escola de futebol porque achei que teria um responsável por eles. Agora meu filho está internado em estado de choque e ninguém quer dar informações sobre o que aconteceu com ele, disse.