A incidência da doença da vaca louca em vários países da Europa deve fazer com que o mercado brasileiro se aqueça
Os frigoríficos estão otimistas com a possibilidade de crescimento na exportação de carne para os países da Europa e Oriente Médio, impulsionados pelas restrições impostas por alguns mercados consumidores à carne produzida em alguns países europeus, nos quais existem a suspeita de que o gado esteja contaminado com a doença da vaca louca.
Rosa Maria Mondelli Leonardi, assessor de exportação do frigorífico Vangélio Mondelli, de Bauru, afirma que novos países já estão negociando a compra de carne da empresa. De acordo com ela, países do Oriente Médio, que compravam da Europa, estão buscando fornecedores no Brasil.
Rosa Leonardi informa que representantes do Egito, Irã, Líbia, Tunísia, entre outros países, já abriram negociações com o Mondelli. Ela diz que o Oriente Médio está se transformando em um novo mercado com um potencial muito bom.
Alguns países europeus também já sondam o mercado brasileiro para compra de carne para consumo direto. Atualmente, os maiores volumes exportados para aquele continente, explica Rosa Leonardi, são de carnes utilizadas para industrialização.
Porém, a concretização dessas vendas só deve ocorrer em, no mínimo, 90 dias. As vendas para o mercado internacional, principalmente de produtos alimentícios, são cercadas de cuidados pelos países importadores que, inclusive, fazem visitas para conhecer produtores e produtos.
Em dezembro, o Mondelli teve uma redução de 20% em suas vendas externas, provocada pela sazonalidade da antecipação das compras de final de ano pelos países da Europa. Porém, admite Rosa Mondelli, o problema da doença da vaca louca também teve uma dose de influência, já que os europeu têm o receio da contaminação e na hora de consumir não têm a certeza da procedência da carne.