No domingo, 7 de janeiro de 2001, foi publicada uma matéria com o título Momentos Eternos. Enquanto líamos o artigo, revivemos momento de dor e sofrimento. Infelizmente, através do infortúnio, constatamos que ainda existem pessoas solidárias e humanas; mais precisamente na pessoa da radialista Marly Jobstraibizer, que ao ler em 1.º de abril de 1998 uma matéria no então Diário de Bauru sensibilizou-se com o pedido de ajuda de uma costureira que estava com leucemia e não poupou esforços para prestar-lhe auxílio usando sua voz (no programa de rádio) e seu coração para contatar políticos, empresários, médicos e farmacêuticos. Foi um período estarrecedor para nós, que acompanhamos o sofrimento de nossa irmã (Adélia Cândido Madeira Celestino) e, diferente da visão romanceada mostrada em recente novela, muitos são os obstáculos para permitir a pessoa com leucemia uma qualidade de vida: remédios, exames, internações, alimentação adequada... por mais que fizéssemos, era necessário fazer mais e mais... Não tínhamos mais condições financeiras e pedimos auxílio, sabemos o quanto nossa irmã foi grata e mesmo em estágio terminal não poupava forças para agradecer. Se, infelizmente, alguém passou ou passa por tal situação, direta ou indiretamente, entende o que falamos. Saber que o programa Momentos Eternos da rádio Bandeirantes AM, com objetivo social idealizado pela apresentadora Marly Jobstraibizer. Esta que já em Pederneiras, no ano de 1979, ainda garota, demonstrava no hospital da cidade o tamanho de sua bondade. Gostaríamos, sim, de registrar aqui a nossa gratidão eterna, não tardia, pois os agradecimentos foram feitos já naquela época, no entanto necessária de vir a público quando vemos que o programa, de visão solidária ímpar e sem interesses próprios, não está no ar; no entanto as pessoas continuam doentes e sem recursos para tratarem-se; as crianças ainda são abandonadas, violentadas e maltratadas; drogados tentam sair do vício; mães solteiras e sem amparo; presidiários ainda buscam refúgio e alento... E o programa??... E o auxílio??... Que os responsáveis pela existência (independente de questões administrativas) do mesmo não tenham o dissabor de passar por qualquer uma dessas situações e tantas outras que sabemos existir... necessitar de auxílio e não ter, por exemplo, um programa de rádio para ampará-lo... Realmente, infortúnios acontecem, sabemos bem disto. Não dar oportunidade para que pessoas busquem amparo, seja por telefone ou carta, é estarrecedor em pleno século 21. Parafraseando Mayakovisky, é aceitar que arranquem-nos a voz da garganta sem dizermos nada. (Maria B. Cândido Madeira - RG: 21.282.067; Leonice Cândido Madeira Guimarães - RG: 17.744.591)
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade