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Décadas de 40 e 50 registraram taxa negativa de crescimento

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 1 min

Nem sempre Bauru recepcionou correntes migratórias expressivas. No período de 1940 a 1950, de acordo com pesquisas do Nepo/Unicamp, a região registrou taxa negativa de crescimento da população.

De acordo com os pesquisadores, esse decréscimo pode ser atribuído, em grande parte, ao fato de que, na mesma época, novas fronteiras agrícolas foram abertas no Brasil. Esse fenômeno, aliado à crise do café, afetou profundamente a economia da região, provocando, depois de 1930, um processo de esvaziamento populacional.

No período seguinte, de 1950 a 1960, os pesquisadores observaram recuperação na taxa de crescimento populacional, que pulou de - 1,16% (1940-1950) para 1,02%, e aumento expressivo da taxa de crescimento urbano. O novo cenário, de acordo com o Nepo, pode estar ligado à expansão da oferta agrícola em áreas do Sudoeste paulista e do Norte do Paraná.

Moradores dessas áreas teriam encontrado na região de Bauru uma estrutura comercial já implantada, a qual funcionava como um entreposto de entrada e saída de produtos. Como o Sudoeste paulista e o Norte paranaense não possuíam esse suporte para o escoamento de sua produção, Bauru acabou por encarregar-se do transporte e da comercialização do café dessas áreas, resultando assim no surgimento de novos postos de trabalho.

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