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Exposição Mundial de Fotojornalismo chega pela primeira vez a São Paulo

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Não são exatemente belas fotos. Daquelas pensadas e produzidas para encher os olhos. Muitas delas surpreendem pela beleza inusitada, outras tantas chocam pelo excesso de realismo. Foram clicadas com a intenção de captar o menor instante de realidade. Se essa realidade se revela bela, engraçada ou dolorosa é um mero acaso no ofício do fotojornalista. Assim são as fotos que compõem a Exposição Mundial de Fotojornalismo da World Press Photo, que já passou por mais de 35 países e chega pela primeira vez a São Paulo.

A mostra, que começou na última quinta-feira, no Centro Cultural Fiesp, é resultado do concurso anual da fundação World Press Photo, que reuniu trabalhos de 3.981 fotógrafos de 122 países. Há 44 anos, uma comissão de nove jurados elege as melhores fotos tiradas no ano anterior em nove categorias: notícias locais, notícias em geral, gente em notícia, vida cotidiana, retratos, esportes, artes, ciência e tecnologia e natureza e meio ambiente. Apenas uma delas é eleita a Fotografia do Ano da World Press Photo. Para a edição 2000, foram apresentadas nada menos que 42.215 fotos. Dessas, apenas 195 foram selecionadas para a exposição mundial. O vencedor foi o impressionante retrato de um ferido albanês de Kosovo, em Kukës, Albânia, feito pelo fotógrafo dinamarquês Claus Bjorn Larsen.

A World Press Photo é uma fundação independente nascida em Amsterdã, em 1955. Além de dar apoio ao fotojornalismo, a entidade é um importante centro aglutinador. Ciente desta função, promove várias atividades educacionais com crianças e adultos, workshops, além das exposições. Os fotógrafos brasileiros já perceberam essa importância e todo ano tornam a participação do País mais expressiva. Em 1999, Mônica Maia, então gerente de produto de mídia da Agência Estado, foi a primeira brasileira convidada a integrar o júri do concurso. As inscrições para o prêmio 2001 já foram encerradas, mas outras informações podem ser obtidas no site da fundação www.worldpressphoto.nl.

Para Robert Pledge, presidente do júri do concurso deste ano, não há uma característica comum às melhores fotos. "Qualquer imagem que vença em qualquer uma das categorias pode concorrer ao título de melhor do ano. Uma imagem muito poderosa dos jogos Olímpicos, por exemplo, poderia ser a vencedora. Acho que nunca aconteceu porque há realmente algumas categorias consideradas mais óbvias e, na opinião de alguns, mais nobres", explica.

Para Pledge, os fatos que vão escrevendo a história, as tensões e a violência, ganham destaque por provocarem um impacto mais duradouro na mente das pessoas. Mas, acima de tudo, segundo o presidente do júri, o vencedor precisa ter realizado algo que seja percebido como autêntico, poderoso e esclarecedor, mesmo que não corresponda aos estilos e formas de olhar clássicos ou convencionais.

Serviço

Exposição Mundial de Fotojornalismo. De terça a sábado, das 10 às 20 horas; domingo, das 10 às 19 horas.

Mezanino do Centro Cultural Fiesp. Avenida Paulista, 1.313, telefone 253-5877. Até 8/2.

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