Pela segunda vez, a comerciante Aparecida de Oliveira Bellati foi assaltada à luz do dia. Os ladrões ameaçaram ela e o marido com uma garrucha de dois canos para levar R$ 30,00. O assalto aconteceu por volta das 11h40 de ontem, na quadra 26 da avenida Castelo Branco, na Vila Popular/Ipiranga.
Dois rapazes armados entraram na mercearia e ameaçaram as vítimas com a garrucha. Eles não perdoaram nem o marido da comerciante, Sebastião Bellati, que está na cadeira de rodas. A mulher, muito assustada, disse que a situação estava calma durante uns 10 meses, mas que há um mês os ladrões voltaram a atacar.
Eles tinham dado uma pausa. Agora, voltaram de novo. Não é só o dinheiro que a gente perde. Perde a paz, o sossego, a tranqüilidade, desabafou.
A comerciante contou que os ladrões levaram cerca de R$ 30,00. Nós não deixamos dinheiro na mercearia nem em casa. Todos os dias fazemos depósitos porque já sofremos muito com os assaltos, explicou. Na avaliação dela, o policiamento na área é bom, mas há muito malandro. Eles chegam de todos os bairros, especialmente do Jardim Ouro Verde, da colônia do Paiva e arredores, relatou a comerciante.
Segundo ela, os ladrões entraram, apontaram a arma e pediram rapidez. Eles disseram para eu abrir a gaveta do caixa rápido, porque eles estavam com pressa, contou.
Dinheiro para os ladrões
Os pequenos assaltos são constantes na região da Vila Ipiranga. Uma farmácia instalada na quadra 26 da avenida Castelo Branco já sofreu oito assaltos. Sete deles ocorreram quando a farmácia estava instalada na quadra 27. No novo endereço, já foi assaltada uma vez, explicou Alessander Roberto C. Venegas, filho da proprietária do estabelecimento.
De acordo com ele, houve uma época em que sua mãe deixava separado o dinheiro para entregar para o ladrão. Fazemos depósitos diariamente. Se o ladrão chegasse e não encontrasse dinheiro, poderia ficar nervoso. Então, decidimos deixar o dinheiro deles separado, contou.
Nas oito vezes em que a farmácia foi assaltada, os ladrões ameaçaram as vítimas com armas. Nas primeiras sete vezes, embora eles estivessem encapuzados, observamos que eram sempre os mesmos. Na última vez, era um garoto de 15 anos, disse Alessander.
O último assalto ocorrido na farmácia teve até disparo de arma de fogo. Eu corri atrás do ladrão. Ele não pensou duas vezes e atirou, disse o rapaz. Ele lembrou que em todos os assaltos os ladrões levaram entre R$ 30 e R$ 40,00.