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Evento cultural na medida certa...

(*) José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

No dia 12 desse mês, tivemos a felicidade de viver, em São Paulo, um acontecimento de suma importância, além de muito gratificante. O ato foi levado a efeito na imponente e suntuosa obra-prima arquitetônica da Capital paulista, o Memorial da América Latina, no auditório Simón Bolivar.

Um aguardado evento que mobilizou seleta parte da coletividade cultural do Estado. Ali, presenciamos ato solene muito importante na vida cultural do País. O Memorial ficou repleto, com a presença de professores e representantes dos 15 câmpus unespianos espalhados por todo Estado e a presença de grande número de prefeitos e secretários municipais. O prefeito Nilson Costa esteve acompanhado do secretário Roberto Rufino.

À mesa, o professor Antonio Manoel dos Santos Silva (reitor cessante), os representantes do Conselho Universitário, Paulo Eduardo de Abreu Machado; o médico e professor José Carlos de Souza Trindade (reitor empossado), o engenheiro e professor bauruense, Paulo Cezar Razuk (vice-reitor empossado). Presentes, ainda, reitores da USP e da Unicamp, representantes do governo Mário Covas; João Caramez, secretário de Estado da Casa Civil, José Anibal, secretário de Estado da Ciência Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, professora Rose Neubauer, secretária da Educação, e a senhora secretária geral do Conselho Universitário.

O reitor cessante iniciou a fala tecendo críticas às supostas tentativas de privatização da universidade e transformá-la em centros qualificadores de mão-de-obra. Contudo, ao mesmo tempo agrediu o Estado afirmando: A política financeira do Estado e da sociedade acaba por criar o impasse de que a universidade não corresponde ao seu destino, deixando de atender a comunidade por incompetência e elitismo.

Entretanto, em sua palração, Antonio Manoel dos Santos Silva se disse satisfeito com a distribuição homogênea da verba estatal distribuída às três universidades. Citando os 15 anos de tarefas administrativas, se disse feliz na volta ao câmpus a que pertence. Resposta política na medida.

A palavra do recém empossado reitor Trindade não tardou, veio clara, compassada e objetiva. Não sem antes, parcimoniosamente, se utilizar da mesma, dando ênfase ao manifesto de sua honrosa satisfação e tranqüilidade por contar com parceria do vice-reitor eleito, professor Paulo Cezar Razuk.

Trindade dirigiu feliz sua propícia exortação à presente clientela unespiana ali presente. Adentrando firme, mas polidamente direcionado nos recados para os quais se preparara, demonstrou a que veio. Batendo forte nos assuntos trazidos à tona na campanha, cobrou a premente necessidade da universidade reintegrar-se na confederação, visando a busca de urgente reforma acadêmica. E afirmou que isso passa pela reorganização das unidades da Unesp por áreas de conhecimento, proporcionando um permanente intercâmbio de conhecimentos entre as unidades, articulado à Reitoria. No bojo das cobranças, certamente criticando a relação universidade/sociedade/Estado, Trindade abordou a necessidade de os 15 coordenadores das respectivas unidades desenvolverem atividades otimizando a utilização da infra-estrutura, gerenciando a mão-de-obra acadêmica no encalço da qualidade científica. O reitor não deixou de citar a urgente obrigação que lhe compete cumprir: interiorar a reitoria, safando-se dos excessivos custos atuais.

Complementando, decidiu-se que o vice-reitor dirigirá o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, coordenando o programa de gestão de qualidade no Câmpus de Bauru, o maior da universidade. Fico por aqui.

(*) José Almodova é professor-mestre emProjeto, Arte e Sociedade pela Unesp. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas nesta coluna. E-mail: almodova@ig.com.br

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