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Menor fica sem dedo ao furtar casa

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O adolescente, já identificado, teve o dedo decepado na torre de energia da casa. Ele fugiu do hospital após ser medicado

O adolescente R.A.V., idade não informada, ficou sem o dedo mindinho ao tentar fugir de uma residência na Vila Pacífico, depois de ter separado vários objetos que, tudo indica, pretendia furtar. O dedo foi decepado na torre de entrada de energia elétrica da casa.

A tentativa de furto aconteceu na tarde de terça-feira, na quadra 2 da rua Carlos Gomes Peixoto de Melo. Segundo a polícia, José Rodondo, testemunha, que mora na mesma quadra, chegava em sua casa quando deparou-se com o menor pedindo ajuda, pois havia machucado o dedo. O menino estava com a mão embrulhada em uma blusa.

A testemunha teria olhado o ferimento e percebeu que o dedo mindinho do adolescente havia sido decepado. Ao olhar para o lado, percebeu que havia vários objetos separados, dentre eles um aspirador de pó, um liquidificador e uma furadeira, e reconheceu-os como sendo de seu filho. Ao ser descoberto, R.A.V. fugiu. Tentou ser socorrido no Pronto-Socorro da Bela Vista, mas ao chegar viu uma viatura policial e desistiu. Correu para a casa de uma tia, onde desmaiou. A tia encaminhou o menor para o Pronto-Socorro Central, onde ele foi identificado e encaminhado para o centro cirúrgico do Hospital de Base. Após atendimento, o adolescente fugiu outra vez.

Apreensão de dedo

Um fato inusitado aconteceu no Plantão da Delegacia Seccional de Bauru na terça-feira à noite: a apreensão do dedo de R.A.V. O órgão foi encontrado no início da noite pelo dono da casa de onde os objetos haviam sido subtraídos e entregue para policiais militares que, imediatamente, tentaram entregar o dedo no hospital para um possível reimplante. No entanto, o reimplante não foi possível uma vez que o menor já havia fugido do hospital. Então, o dedo foi apresentado no Plantão da Delegacia Seccional e a autoridade policial pediu que se fizesse a apreensão. O menor, que sabe-se apenas o nome, ficou sem o dedo e estará para sempre marcado pelo ato infracional que tentou cometer.

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