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REVISÃO DA HISTÓRIA

João Álvares
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De Deodoro a Fernando Henrique Cardoso, a politicalha e a quartelada, a submissão e a subversão e o desgoverno quase sempre permearam o funcionamento do Estado. A irresponsabilidade, a ação impotente do Estado brasileiro mais uma vez nos enche de vergonha. Os nossos representantes do Judiciário Nacional têm que, corajosamente, cumprir as suas funções retirando do convívio social quadrilheiros da contravenção de jogos, criminosos indiciados por tráfico de drogas, homicídios, extermínios, sonegadores de impostos, corruptos e corruptores e diversos fraudadores da previdência social e etc. Como agravante, assistimos à irônica impunidade e ao esquecimento de ex-presidentes corruptos, ministros e assessores que assaltaram o erário público e impuseram à Nação a pedagogia do medo, da desordem, da apatia política, da falsa interpretação da lei.

Quase sempre o homem público brasileiro praticou a política rasteira e incompetente, mas hoje, como já denunciou Rui Barbosa, a política invadiu as regiões divinas da justiça, para submeter aos ditames das facções.... O atual governo poderia redimir-se das falhas; depurar a sociedade, eliminando de vez a corrupção tão adubada pelos últimos governos, alimentar-se da luz e do oxigênio que o momento histórico lhe ofereceu de graça para limpar e regenerar o País. A sociedade nacional precisa encontrar os meios de rever o Brasil como Nação, aplicando, doa a quem doer, com urgência urgentíssima, a sua Lei Maior; aplicando com rigor, estará dando imediatamente ao País uma Constituição sensata, sólida, disciplinadora, praticável social e economicamente, seriamente política, evolutiva e humana nas suas insuficiências naturais e nas suas contradições... (João Álvares)

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