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Moradores do Parque Viaduto decidiram tomar a iniciativa de tapar os buracos das ruas que dão acesso ao bairro.

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

Chegar ao Pq. Viaduto é um verdadeiro rally. Cansados de esperar pela Prefeitura, moradores tomaram a iniciativa

Por causa das chuvas, chegar ao Parque Viaduto nos últimos meses se transformou em um verdadeiro rally. Buracos, acúmulo de lixo e erosões que dividem ruas ao meio dificultam o acesso de moradores e ônibus ao bairro.

De acordo com moradores, o problema vem se arrastando há anos, mas é acentuado no período das chuvas, quando as enxurradas levam a terra das ruas e rompem o asfalto com sua força. Isso aconteceu anteontem à noite, após mais uma tempestade.

Cansados de reclamar à Prefeitura sobre algo que se tornou rotina, moradores da rua Alfredo Rodrigues de Souza resolveram eles próprios minimizar o efeito das chuvas. Munidos de enxada, taparam buracos no trecho da quadra 17 e retiraram o lixo e mato trazidos pela enxurrada durante a manhã de ontem.

Se não fizermos isso, não tem como sair ou chegar de carro em casa, afirma a dona de casa Sônia Maria Anaya, que reside no Parque Viaduto há seis anos. O bairro está abandonado, faz coro a costureira Terezinha Marques da Silveira, sua vizinha.

De acordo com os moradores, várias reclamações já foram feitas à Prefeitura, mas até o momento nenhuma medida foi tomada. Queremos que as ruas sejam asfaltadas e estamos dispostos a pagar por isso, mas é necessário haver galeria de água, caso contrário, a chuva levará o asfalto como faz com a terra, diz o advogado Natalino Guedes da Silveira, que reside no Parque Viaduto há cinco anos.

Nesse período, por ausência de galeria de água pluvial, Natalino viu a terra da sua rua ser arrastada pelas águas, resultando no desnível do terreno em relação às casas. Por causa disso, alguns moradores construíram rampas de acesso às garagens de suas residências.

Mas nem sempre as rampas ajudam. Há um mês, o filho de Natalino viu-se obrigado a esperar por duas horas na casa de uma colega de faculdade até que a chuva cessasse. Não havia como chegar em casa. A enxurrada era tão forte que podia levar o carro do meu filho, conta Terezinha, esposa do advogado.

Quando não são os buracos, são os lagos formados no meio das ruas por causa das chuvas que impedem o trânsito no local. O ônibus que serve o bairro, por exemplo, e que deveria passar pelo ponto localizado na quadra 17 da rua Alfredo Rodrigues de Souza, teve que alterar seu trajeto em função dos desníveis registrados no local.

A reportagem constatou in loco o problema ao tentar chegar à quadra onde residem os reclamantes. No total, foram 30 minutos de carro desviando de buracos, dando volta em quarteirões para chegar ao local da reclamação. Nas ruas próximas, o cenário é o mesmo: desnível e erosões que abrem acessos ao meio.

Os moradores esperam que a Prefeitura solucione o problema por meio da implantação do programa de Asfalto Comunitário. Já fizemos um abaixo-assinado com 450 assinaturas e entregamos ao senhor prefeito, mas ninguém sabe dizer o que foi feito do documento. Parece que fomos esquecidos, desabafa Natalino.

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